4 desafios na gestão de riscos financeiros que podem impactar seu negócio

Descubra a importância dos controles internos bem estruturados na mensuração de riscos

O risco financeiro de uma empresa está relacionado às perdas envolvendo suas transações comerciais. Elas podem ser motivadas por erros humanos, fraudes, deficiências em processos e práticas inadequadas relativas a clientes. Sendo assim, realizar a gestão de riscos financeiros não é uma tarefa fácil, é preciso avaliar e entender as incertezas relacionadas às operações de mercado e superar os obstáculos constantemente.

No caso das instituições financeiras, a Resolução Nº 4.557/2017, do Banco Central do Brasil, dispõe sobre a estrutura de gestão de ameaças. De acordo com o texto, as instituições fiscalizadas pelo órgão precisam adequar seus controles internos de modo que sejam capazes de prevenir os riscos de crédito, operacional, socioambiental e outros. Assim, cabe a cada uma delas adotar políticas e estratégias a fim de identificar e avaliar a probabilidade de ocorrência de perdas financeiras, sendo obrigatório o aperfeiçoamento contínuo de seus próprios sistemas.

Os outros setores empresariais também precisam seguir regras de ética e transparência. O programa de integridade, previsto na Lei nº 12.846/2013, a qual foi regulamentada pelo Decreto nº 8.420/15, determina uma série de medidas voltadas para a detecção e correção de atos lesivos contra a administração pública, nacional ou estrangeira.

Neste sentido, os riscos financeiros de uma empresa podem ser associados à ausência de código de conduta e ética, omissão no cumprimento de normas regulatórias e negligência no relacionamento com clientes e terceiros. Cabe à área de gestão de risco sanar tais deficiências, tarefa que, às vezes, esbarra em alguns desafios, como veremos a seguir.

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Conheça os 4 desafios na gestão de riscos financeiros:

Gestão de Risco Financeiros: fotografia de um homem analisando gráficos1. Cadastros incompletos

Os procedimentos recomendados na relação com clientes e terceiros começam pelo cadastro e dados incompletos prejudicam a aplicação de ações de due diligence, por isso, é extremamente importante que as informações contidas em cadastro sejam verídicas e consistentes, de modo que permitam a compreensão exata da origem de recursos, bens e valores, além do propósito da relação.

2.  Grandes quantidades de falsos positivos

Sistemas de prevenção a fraudes mal calibrados apresentam altos índices de falsos positivos. Isso pode resultar na reprovação de bons clientes, impactando os resultados financeiros da empresa, além de ocasionar um gasto excessivo de tempo em análises desnecessárias.

3. Controles Internos ineficientes

Monitorar o cliente ao longo do relacionamento exige da empresa métodos assertivos, capazes de avaliar o risco de cada caso. Esses processos devem ser realizados de maneira única e proporcional ao risco que o cliente representa. Por isso, controles internos incompatíveis com o porte e volume de atividades ou operações da empresa podem resultar em um monitoramento inadequado e avaliações incorretas acerca da idoneidade de clientes e terceiros, prejudicando o cumprimento de regulamentações e leis.

4.  Análise de grandes volumes de informações

Fazer gestão de risco significa olhar para as citações na mídia, checar bancos de dados, verificar se o nome de um determinado cliente consta em alguma lista restritiva ou em processos judiciais. Em outras palavras, este trabalho pode ser exaustivo e desempenhá-lo de maneira manual é praticamente impossível.

Sendo assim, conclui-se que a melhor forma de se prevenir dos riscos financeiros é reunindo o maior número de informações possíveis (ou possível antes de informações) sobre clientes e parceiros. Assimé mais fácil analisar o risco envolvendo cada um deles e identificar indícios de prática de crimes financeiros.

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