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As melhores práticas de PLD-FT para corretoras de câmbio

As corretoras de câmbio são instituições financeiras que atuam especificamente na compra e venda de moedas estrangeiras, intermediando operações entre clientes e bancos. Elas podem operar de forma direta ou por meio de correspondentes cambiais; possibilitando o envio e recebimento de remessas do exterior. Também realizam operações relacionadas à importação e exportação de mercadorias, desde que o valor não ultrapasse US$100 mil.  

Apesar dos doleiros fazerem parte do universo cambial, alguns atuam no mercado “paralelo”, ambiente propício à lavagem de dinheiro, utilizando casas de câmbios legais para camuflar operações irregulares. Existem também esquemas de corrupção capazes de lavar o dinheiro sujo através de offshore, empresas criadas em paraísos fiscais, e, muitas vezes, esse processo é realizado através da importação e exportação de produtos. 

Criada com o objetivo de desburocratizar a política cambial e facilitar as atividades comerciais, a Lei n.º 11.371/06, tirou a obrigatoriedade de apresentar uma documentação detalhada à Receita Federal sobre importação de produtos. Antes da mudança, a checagem era mais rigorosa e o pagamento ao fornecedor estrangeiro só era realizado mediante um contrato de câmbio, cujas informações eram, por lei, informadas ao Banco Central. A nova regra de simplificação deste processo facilitou uma série de ações fraudulentas.  

A Operação Lava Jato, revelou vários casos de corrupção e lavagem de dinheiro envolvendo políticos, empresários e agentes públicos. O esquema contou com a participação de doleiros e algumas instituições financeiras nestes crimes. Para as autoridades, elas foram omissas ao não detectar as suspeitas e não relatá-las ao órgão responsável.  

Por mais complexo que pareça, é possível prevenir esta prática criminosa, basta adotar alguns cuidados como: checar a assinatura do representante da empresa, exigir a comprovação da origem dos recursos movimentados ou o beneficiário final das remessas de divisas e observar se a empresa possui habilitação no Siscomex (Sistema Integrado de Comércio Exterior), que registra e controla as atividades voltadas para o comércio exterior no Brasil 

cambio-3482637Além disso, é fundamental avaliar o grau de risco que o cliente representa para a instituição quanto à lavagem de dinheiro. Através da análise de dados é possível descobrir detalhes sobre todas as transações realizadas pelo cliente e estabelecer um monitoramento adequado ao seu perfil. No fim desta etapa, caso seja encontrado algum indício de lavagem de dinheiro, é preciso comunicá-la ao Coaf para que o órgão tome as devidas providências.  

As empresas também podem recorrer a sistemas de consultas em bancos de dados reputacionaisque possibilitam o acesso às listas restritivas, como a PEP (Pessoas Expostas Politicamente).  

Portanto, um rigoroso programa de PLD/FT consiste em estabelecer diretrizes alinhadas com a legislação vigente, as observações de entidades internacionais como o Gafi (Grupo de Ação Financeira), a FATF (Força-Tarefa de Ação Financeira) e outros órgãos que trabalham para o fortalecimento do sistema financeiro; estabelecendo medidas e políticas de combate e prevenção à lavagem de dinheiro e o financiamento do terrorismo. 

 

Como a tecnologia pode auxiliar as corretoras nesta tarefa? 

Pode parecer complicado, mas a AML pode ajudar a sua empresa nesta missão. O Risk Money Due Diligence é um sistema de consulta de perfis. É o maior e mais completo banco de dados da América Latina. Garante mais de 99% de assertividade na atribuição de CPF e CNPJ, o que facilita a pesquisa reputacional de clientes, tornando os processos mais ágeis e seguros. Monitora mais de 30 mil fontes e disponibiliza informações atualizadas. Conta com uma equipe de especialistas, responsável pela mineração de dados e possui a lista PEP mais abrangente do mercado. Além destas e outras vantagens, ele possibilita consultas automatizadas.  

Corretoras de câmbio precisam de um processo de PLD-FT robusto e eficiente, pois, como visto, são ambientes suscetíveis à lavagem de dinheiro. Pensando nisso, na hora de realizar as ações de background check, nada melhor do que ter o maior banco de dados reputacional da América Latina ao seu alcance.  

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Fintechs x Bancos Tradicionais: quais as semelhanças e diferenças

Imagina não precisar ir à agência bancária para pedir empréstimo, abrir conta, ou solicitar um novo limite para o cartão de crédito? Ao invés de filas, processos simples feitos a partir da tela do celular. Quem não gosta de praticidade? Pois bem, as fintechs oferecem exatamente isso. Elas nasceram há pouco tempo, especificamente, a partir da crise de 2008, momento em que se revelou a fragilidade de grandes instituições financeiras internacionais. Desde então vêm redesenhando a área de serviços financeiros, desafiando os bancos tradicionais. Além de propor uma nova relação com o dinheiro, baseiam seus serviços na tecnologia, garantindo agilidade e inovação.

De acordo com a análise da CB Insights, divulgada em 2018, oito empresas brasileiras estão entre as 250 fintechs mais promissoras do mundo. Os principais critérios avaliados foram o modelo de negócio e a saúde financeira.

Mas o que há de comum entre estas empresas e os bancos tradicionais?

As semelhanças entre os dois modelos se resumem aos tipos de serviço e produto oferecidos aos clientes. E, assim como os bancos tradicionais, as fintechs são regulamentadas pelo Banco Central do Brasil.

Confira as principais diferenças entre esses dois modelos de negócio:

Estrutura

Os bancos tradicionais possuem várias agências bancárias, o que gera mais gasto com funcionários e equipamentos. Já as fintechs realizam o atendimento 100% on-line, diminuindo os gastos com funcionários e locação de espaço. Todavia, as fintechs operam com uma quantidade menor de produtos e serviços.

Praticidade

Embora, a maioria dos bancos tradicionais ofereça aos seus clientes a possibilidade de realizar algumas operações por meios eletrônicos, uma parcela significativa dos processos exige o comparecimento às agências. Com as fintechs é diferente, tudo é feito a partir da tela do celular, além disso, a automação do atendimento, feita com o uso de robôs, otimiza o tempo do cliente.

fintech-3734074Juros

Neste aspecto, as fintechs também se diferenciam dos bancos tradicionais. Elas conseguem oferecer aos seus clientes taxas menores, ou até zero, em alguns produtos e serviços, como é o caso dos cartões de crédito, isentos de tarifas de anuidade.

Atendimento

Quem nunca teve problema com as portas giratórias das agências bancárias? Apesar de serem vistas como uma forma de prevenir assaltos, elas também dificultam o acesso de clientes aos bancos. Já as fintechs apostam no atendimento mais personalizado, permitindo ao cliente uma boa experiência com os seus serviços e produtos.

Segurança

Uma boa parcela de clientes, especialmente os mais conservadores, ainda se sente insegura em realizar transações bancárias no ambiente digital. Por isso, muitos preferem manter a conta corrente em um banco tradicional. As fintechs ainda não atingiram esta parcela de consumidores, embora elas também sejam seguras. Vale lembrar que a resolução 4.658 do Banco Central traz vários procedimentos de segurança que devem ser observados pelas fintechs. A CVM, desde 2016, acompanha o desenvolvimento e aplicação de novas tecnologias no mercado de valores mobiliários das startups financeiras desse setor. Além disso, as fintechs são obrigadas a cumprirem à Lei 3.709/2018, também conhecida pela sigla LGPD, a Lei Geral de Proteção de Dados.

Público

Embora os bancos tradicionais venham reinventando seus serviços e produtos para atrair a geração Z, estes consumidores preferem o modelo proposto pelas fintechs. Vale dizer que está em discussão, no Banco Central, um novo sistema de pagamento instantâneo que permitirá aos brasileiros enviar e receber dinheiro eletronicamente em transações de 10 segundos.

Lucros

Para concluir, outra diferença tem a ver com os ganhos. Apesar da concorrência com as fintechs, os bancos tradicionais ainda continuam com a maior fatia do faturamento.  De acordo com um levantamento feito pela Economatica, empresa especializada no fornecimento de dados financeiros, somente no ano passado, os quatro maiores bancos do país, lucraram juntos, R$ 69 bilhões.