Categories
Artigos

4 passos para implantar a gestão de fornecedores em PLD-FT

No mundo dos negócios, confiança é um diferencial de mercado, e algumas empresas levam anos para alcança-la. Porém, este patrimônio pode ser abalado, ou até mesmo destruído, de uma hora para outra. Quem atua em áreas de PLD-FT, por exemplo, conhece muito bem esta realidade e sabe que o envolvimento, mesmo que de forma involuntária, com os crimes de lavagem de dinheiro e financiamento do terrorismo, pode comprometer, de maneira definitiva, a imagem da instituição. Assim, para prevenir que seus produtos e serviços sejam usados para a prática destes crimes, elas são obrigadas, legalmente, a seguirem uma série de regulamentações que visam impedir o uso do sistema bancário por criminosos.

No geral, a Lei nº 9.613/98, atualizada em 2012, por meio da Lei 12.683, obriga as instituições financeiras a adotarem regras, políticas, procedimentos e controles internos, compatíveis com seu porte e volume de operações, capazes de detectar e impedir a lavagem de dinheiro ou o financiamento do terrorismo.

Uma das determinações legais foi a implantação do Programa Conheça, que engloba clientes, funcionários, parceiros e fornecedores. Este programa foi estabelecido pelo Decreto 8.420/15, que regulamentou a Lei nº 12.846/13, determinando, em relação aos fornecedores, que as instituições adotem um conjunto de regras e procedimentos para identificação e aceitação de fornecedores e prestadores de serviços, prevenindo a contratação de empresas inidôneas ou suspeitas de envolvimento em atividades ilícitas.

Quais seriam estes procedimentos?

A seguir, listamos alguns passos que devem ser seguidos na gestão de fornecedores na área de PLD-FT:

pexels-photo-164634-2049655

1. Antes de estabelecer a relação comercial, a instituição deve coletar e avaliar dados acerca do fornecedor, ou seja, checar documentos, quantidade de clientes e funcionários, faturamento médio, localização, exposição na mídia, cumprimento das leis trabalhistas e adoção de práticas socioambientais.

2. A partir da coleta de dados, é possível avaliar o escore de risco que envolve um determinado contrato e então decidir qual procedimento complementar e diligência de avaliação devem ser tomados com fornecedores que representam maior risco para a instituição.

3. Armazenar e atualizar informações relativas aos fornecedores com o propósito de rever a categoria de classificação de risco, quando houver alterações ou surgimento de uma situação suspeita.

4. As instituições devem manter o fornecedor sob constante monitoramento durante todo o período contratual.

Apesar da complexidade, é possível dizer que o combate à lavagem de dinheiro e ao financiamento do terrorismo se torna efetivo quando há empenho de todos. Neste sentido, é fundamental que as instituições financeiras observem a legislação e as determinações aplicáveis ao setor.

A boa notícia é que as instituições podem contar com o apoio de soluções tecnológicas que facilitam a diligência de serviços e produtos, tornando os processos decisórios mais rápidos e mais seguros. E na sua empresa? Como é feita a gestão de fornecedores? Entre em contato com a AML e conheça as vantagens e benefícios da linha de produtos Risk Money!

Banner-Integridade-6

Categories
Artigos

Sistema de PLD-FT: descubra como a tecnologia pode fortalecer seus programas internos

Lei nº 9.613/98 foi atualizada em 2012 pela Lei nº 12.683  – tornando-se assim mais rigorosa. Tal lei determina que as instituições do setor financeiro adotem medidas preventivas capazes de detectar o uso indevido de seus serviços e produtos na prática de lavagem de dinheiro. Desde então, a criação de um sistema de PLD-FT compatível com o porte e volume de suas operações se tornou obrigatória.

Neste sentido, com a Lei nº 12.846/13, conhecida como Lei Anticorrupção, as empresas também tiveram que adotar, entre outras medidas, os Programas de Conhecimento, também conhecidos como Know your Custumer (KYC), Know Your Supplier (KYS) e Know Your Employer (KYE). Eles são processos de compliance voltados a análise de dados acerca de clientes, fornecedores, funcionários e parceiros de negócios, a fim de identificar possíveis correlações com crimes financeiros.

 

Assim, com base nestas leis, as instituições devem identificar e manter atualizados os dados cadastrais de sua rede de relacionamento, fazer o devido monitoramento de operações e transações de seus clientes, além de comunicar ao Coaf as situações suspeitas. A legislação também exige capacitação profissional de colaboradores e a realização de auditorias.

Com todas essas determinações, as instituições tiveram que implantar controles internos mais efetivos, capazes de produzir sinais de alertas eficazes, além do monitoramento permanente de listas restritivas, exposição na mídia e o monitoramento de transações.

Neste contexto, a simples instalação de um sistema de PLD-FT não garante às instituições o cumprimento de todas as observâncias estabelecidas pela lei. Ao contrário, sistemas falhos ou fracos, podem ser insuficientes para detectar situações suspeitas.

Além de um bom sistema, é preciso ter uma equipe capacitada para conseguir interpretar os alertas que os sistemas geram. Caso contrário, a instituição pode contribuir, mesmo que de maneira involuntária, para a ação criminosa. Nestes casos, além de sanções legais, elas podem sofrer perdas reputacionais imensuráveis.

 

 

Diante deste cenário, qual sistema as instituições devem implantar?

Em primeiro lugar, ela precisa estar em conformidade com as determinações da lei e com as recomendações internacionais. Indica-se também utilizar a Metodologia de Abordagem Baseada em Risco (ABR), que permite o monitoramento de cada caso, de forma específica, levando em conta o histórico de cada cliente. A implantação de um sistema com estas características ajuda as instituições a ganharem tempo na mineração de dados e na análise de situações suspeitas, além de aumentar a assertividade.

Pode-se dizer, então, que apenas um sistema bom de PLD-FT não é suficiente nos processos de prevenção à lavagem de dinheiro. Além dele, uma equipe capacitada é fundamental, pois são esses profissionais que interpretam os dados gerados, e relatam as suspeitas de crime financeiro ao Coaf. Os dois trabalhando em conformidade garantem maior assertividade e baixo índice de falso positivo nos casos analisados.

Agora você já sabe a importância de um sistema eficaz. Então, entre em contato com a equipe da AML e conheça nossas soluções!

Banner-Integridade-6