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Você já ouviu falar em bureau reputacional?

Entende-se por base de dados o conjunto de informações relacionadas a um determinado tema, estruturadas dentro de um repositório que possa ser facilmente consultado.

Essa a função primordial do Risk Money Management System: organizar informações sobre pessoas físicas e jurídicas associadas a atividades ilícitas.

No entanto, essa solução desenvolvida pela AML Consulting contempla outros atributos fundamentais para as atividades de governança corporativa.

Equipes especializadas nas atividades de prevenção e combate aos crimes de lavagem dinheiro, financiamento do terrorismo, fraudes, corrupção e infrações ambientais analisam e correlacionam expressivo conjunto de informações para enriquecer e organizar a base de dados disponível. “O processo de coleta e análise das informações é extremamente rigoroso”, explica Talita de Carvalho, gerente de Conteúdo do Risk Money Management System. “Adotamos controles rígidos, como a dupla validação dos dados antes de disponibilizá-los aos usuários da ferramenta”, explica Talita.

O Risk Money Management System é um banco de dados composto por cinco módulos, que já contam com mais de meio milhão de perfis cadastrados. A solução está em constante evolução para atender as mudanças e as necessidades do mercado. “Mantemos diálogos abertos e frequentes com os usuários do serviço e, por conta disso, estamos sempre nos aperfeiçoando”, explica Talita. Segundo ela, esses avanços são, inclusive, fruto do próprio amadurecimento do mercado na implementação de políticas e processos que objetivam a prevenção e o combate de práticas ilícitas.

Conheça alguns dos diferenciais do Risk Money Management System:

Módulo I – Listas Restritivas Nacionais

É a base de dados composta por perfis de pessoas físicas e jurídicas identificadas na mídia nacional, além de outras fontes públicas, por associação a crimes econômicos ou infrações penais antecedentes à lavagem de dinheiro. São mais de 20 mil fontes de informações monitoradas ininterruptamente por robôs e por uma equipe de dezenas de profissionais, que selecionam, sintetizam e organizam os conteúdos. Dessa forma, os usuários do serviço dispõem, além da íntegra, de um resumo sobre os acontecimentos narrados para auxiliar no entendimento dos fatos.

Trata-se da base de dados mais robusta e abrangente do mercado, pois, além da indicação dos perfis das pessoas identificadas diretamente através das fontes monitoradas, fornece outras informações tais como CPF e CNPJ dos envolvidos e composição de quadros societários de empresas, permitindo inclusive a identificação dos chamados “beneficiários finais”.

Módulo II – Lista PEP (Pessoas Expostas Politicamente)

É a base de dados composta por perfis de pessoas que ocupam ou tenham ocupado cargos, empregos ou funções públicas de relevância, bem como seus familiares e outras pessoas do seu círculo de relacionamento.

A criação dessa lista, considerada indispensável para as chamadas “pessoas obrigadas” – de acordo com a Lei 9.613/98 e a regulamentação derivada dessa lei – é uma recomendação do Gafi (Grupo de Ação Financeira contra a Lavagem de Dinheiro).

A regulamentação brasileira que trata da matéria define quais são os cargos que resultam na classificação de uma pessoa como PEP no país. No entanto, o critério utilizado pela AML Consulting para determinar um perfil PEP é bem mais amplo. Ou seja, a base de dados contempla cargos considerados relevantes do ponto de vista da regulamentação; porém, sem deixar de lado as recomendações do Gafi e as melhores práticas dos mercados nacional e internacional.

Outro diferencial da lista é a indicação, em detalhes, do nível de relacionamento entre essas pessoas, bem como a sinalização de desabonos à sua reputação.

Módulo III – Listas Restritivas Internacionais

É a base de dados composta por perfis de pessoas e organizac%u0327o%u0303es acusadas de envolvimento com o terrorismo e o seu financiamento.

Essas informações também são consideradas fundamentais para as “pessoas obrigadas”, principalmente aquelas que fazem negócios com estrangeiros ou possuem operações fora do país.

Essa base de dados contempla informações extraídas das principais listas internacionais, com destaque para as listas divulgadas pela OFAC, Interpol, ONU, União Europeia e CSNU.

Módulo IV – Pesquisa de Processos Judiciais

Trata-se do módulo que exibe informac%u0327o%u0303es sobre processos judiciais, divulgadas em dia%u0301rios oficiais de abrange%u0302ncia nacional. Todos os dados são públicos e estão disponíveis para consultas em dezenas de publicações.

Módulo V – Responsabilidade Socioambiental

É a base de dados composta por perfis de empresas envolvidas em violações da legislação social, ambiental e trabalhista, o que pode representar sério risco para as instituições do mercado financeiro, tanto do ponto de vista de crédito, quanto reputacional.

Neste módulo são exibidas informações sobre sanções, autuações, multas e condenações aplicadas às empresas.

Esta base de dados é a única que também fornece informações abonadoras, ou seja, sobre as empresas que demonstram compromisso sério com a sustentabilidade e com a responsabilidade socioambiental.

Para saber mais sobre o Risk Money Management System, envie um e-mail para: contato@amlconsulting.com.br

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Combate à corrupção: muito se fala, pouco se faz!

Corrupão e Propina

Mesmo após a realização de importantes operações de combate à corrupção, o Brasil ainda vive uma evolução incipiente do seu sistema institucional. Se de um lado existem iniciativas para aprimorar e fortalecer as leis e a sociedade, de outro ainda vemos que o sistema e até mesmo a população são tolerantes à corrupção. O tema pode estar em evidência na mídia, mas, infelizmente, muito se fala e pouco se faz para combater a corrupção no país.

A discussão acerca do combate à corrupção em instituições financeiras vem ganhando maior visibilidade no cenário nacional e internacional. Desse modo, as autoridades governamentais passaram a dar maior atenção às práticas de prevenção e combate aos crimes de corrupção no sistema financeiro, espaço propício para a consolidação de grandes esquemas de corrupção.

As legislações nacionais e internacionais reforçam a importância dos programas de compliance nos bancos e em outras instituições financeiras, tal como a Lei de Prevenção à Lavagem de Dinheiro (Lei 9.613/98, com as alterações introduzidas pela Lei 12.683/12), a Lei Anticorrupção (Lei 12.846/13), regulamentada pelo Decreto 8.420/15, o FCPA (Foreign Corrupt Practices Act) e o UK Bribery Act., estas duas últimas publicadas nos Estados Unidos e no Reino Unido, respectivamente.

“As leis anticorrupção intensificaram o trabalho das áreas de compliance nas instituições e possuem o papel fundamental de estabelecer uma nova consciência no mercado financeiro”, afirma Alexandre Botelho, sócio diretor da AML Consulting e especialista em Prevenção à Lavagem de Dinheiro e Fraudes. Para ele, as legislações que defendem a ética nas instituições devem ser fortemente tratadas como ferramentas do trabalho cotidiano.

Nos Estados Unidos, os relacionamentos entre o poder público e a iniciativa privada são conduzidos através de um modelo conhecido como Performance Bond, que é um tipo de seguro. Nessa modalidade, há uma seguradora intermediando a execução do trabalho para garantir a sua conclusão ou até mesmo a entrega de forma adequada. Como há uma indenização pelo não cumprimento do trabalho, as seguradoras tendem a fiscalizar essas atividades mais de perto. Esse modelo já está previsto em lei no Brasil, mas é dificilmente utilizado nas empresas.

A falta de transparência nos bancos tem possibilitado a prática de atos de corrupção e a sonegação de impostos em diversos lugares do mundo. É o que mostra a pesquisa realizada em 2015 pelo Idec (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor), que entrevistou bancos de sete países sobre as políticas de prevenção e combate à corrupção. A pesquisa categorizou os bancos em três grupos: líderes, seguidores e retardatários, que equivalem respectivamente a desempenhos bons, médios e ruins. No questionário de “Transparência e Prestação de Contas”, quatro dos maiores bancos brasileiros foram classificados como seguidores, enquanto que outros dois foram indicados como retardatários. Já na classificação “Impostos e Corrupção”, quase todos os bancos foram enquadrados na escala dos retardatários.

Segundo a pesquisa acadêmica “Mecanismos de Prevenção e Combate à Corrupção em Bancos: um estudo sob a perspectiva de gerentes e funcionários de instituições financeiras”, 73,91% dos entrevistados – colaboradores de bancos e outras instituições financeiras – acreditam que as ações de prevenção e combate à corrupção atualmente adotadas não são suficientes, enquanto apenas 26,09% pensam o contrário.

A pesquisa analisou a opinião dos entrevistados sobre as atividades de prevenção e combate à corrupção e governança corporativa. Nesse sentido, o tema foi explorado a partir da transparência e a conformidade. Quanto à transparência, 60,87% acreditam que ela favorece o combate à corrupção, enquanto que os demais 39,13% dos entrevistados entendem que a divulgação de dados específicos quanto a ações corruptas e os mecanismos de controle utilizados podem favorecer as ações corruptas.

Já sobre o tema conformidade, todos os entrevistados concordam com a importância desse tópico no combate à corrupção. As principais medidas citadas no controle da conformidade foram: auditoria interna e externa, check-lists de conferências, conferência múltipla, inviabilidade de contabilizações de balancetes retroativos, cruzamento de informações, metas de controles e conformidades, política conheça seu cliente e segregação de funções.

Quanto aos principais mecanismos adotados pelas instituições para prevenir e combater as práticas de corrupção, os entrevistados destacam as seguintes medidas: cruzamento de dados de clientes, compliance e controle, auditorias, ouvidoria, sistemas de avaliação de objetivos, sistema tecnológico, verificação de dados por amostragem, verificação de cadastro, afastamento e demissão de funcionários envolvidos em esquemas de corrupção e educação corporativa.

Diante dos dados apresentados, sobretudo no que se refere à opinião dos próprios colaboradores sobre a ineficiência das ações anticorrupção atualmente adotadas, destaca-se a necessidade da implementação de programas efetivos de educação corporativa, medida primordial para as atividades de combate à corrupção, dada a sua natureza preventiva.

“A capacitação dos colaboradores deve ser tratada com prioridade nas instituições. Essas ações de treinamento e conscientização podem evitar, cada vez mais, as práticas corruptas”, finaliza Botelho.