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Treinamento online facilita capacitação de colaboradores

As recomendações do GAFI são nítidas sobre a importância da Abordagem Baseada em Risco (ABR) como uma maneira eficiente para combater os crimes de lavagem de dinheiro e financiamento do terrorismo. Ao adotar a ABR, a empresa deve ter processos claros para identificar, avaliar, monitorar, administrar e mitigar os riscos. Tão importante quanto ter o material pronto, é ter uma equipe capacitada e engajada na cultura da anticorrupção dentro da instituição.

A AML Consulting, em parceria com a Editora Qualidade em Quadrinhos, oferece o Treinamento Online Anticorrupção que tem por objetivo auxiliar as empresas nesta capacitação de colaboradores. A sensibilização dos profissionais que trabalham na instituição deve ser feita desde o início do relacionamento entre empresa e colaborador. Dessa maneira, fica claro quais são as políticas internas sobre o tema e quais são as sanções legais previstas na lei. 

O treinamento foi desenvolvido em conformidade com a Lei Anticorrupção 12.846/13 e o Decreto 8.420/15, além das melhores práticas do mercado. A própria legislação salienta sobre a importância de ter treinamentos periódicos na empresa sobre seus programas de integridade, que devem ser constantemente atualizados.

A atualização regular sobre legislação e as boas práticas podem ser oferecidas também para os demais colaboradoras de instituição. “O treinamento online é uma ferramenta útil para reforçar as orientações aos profissionais já experientes no assunto porque retoma as informações e procedimentos importantes”, explica Alexandre Botelho, sócio diretor da AML Consulting e especialista em Prevenção à Lavagem de Dinheiro.

De acordo com o formato em histórias em quadrinhos, o treinamento é didático e é fácil de ser compreendido até para quem está tendo o contato com o tema pela primeira vez. “Pode ser usado no processo admissional de novos colaboradores”, sugere Botelho. A capacitação pode ser feita uma só vez e pode ser complementar a outros cursos importantes para a formação do profissional do setor, como o treinamento de Prevenção à Lavagem de Dinheiro. 

Além de ser totalmente online, outro benefício deste treinamento é que ele pode ser feito no ambiente da empresa. O profissional não precisa descolar-se para outro local ou a empresa preparar uma estrutura onerosa. O tempo aproximado do curso é de 90 minutos e o colaborador pode fazer quantas vezes quiser, até se sentir confortável com o tema. 

Para contratar o Treinamento Online Anticorrupção entre em contato com: atendimento@amlconsulting.com.br

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O impacto da Operação Lava Jato na contratação de seguros pelas empresas

O custo da corrupção já não é só do Brasil. Muitas empresas estão gastando mais em função de um aumento em suas despesas justamente por causa da corrupção. Nesse sentido, um novo reajuste contabilizado para muitas instituições está no valor do seguro. O preço aumentou na medida em que os escândalos foram revelados, em especial pela Operação Lava Jato.  

A modalidade de seguro que ficou mais cara para as empresas foi a D&O (abreviação para a sigla Directors and Officers Liability Insurance). Este seguro é um tipo de proteção oferecida aos executivos para deixá-los mais confortáveis nas tomadas de decisões diárias em nome da empresa. O objetivo é proteger o patrimônio do segurado em caso de alguma condenação judicial por conta de decisões tomadas em sua gestão.  

Alguns dos escândalos revelados recentemente no Brasil mostraram que o problema não foi apenas causado por má gestão ou erro administrativo. Em muitos casos, houve manobra para burlar a lei. Estas tramas foram descobertas, o que deixou as empresas de seguro em alerta.

Uma das bases da venda de um seguro é o princípio da boa-fé e o respeito às leis. As seguradoras estão criando mecanismos para não oferecer proteção em casos comprovadamente intencionais desonestos ou até mesmo criminosos. 

Novas medidas de proteção  

A má gestão de alguns executivos impactou na mudança do perfil de todo um segmento de produto. Este já não é mais um benefício oferecido a todos os executivos. “Além disso, as seguradoras estão questionando mais sobre quais são os controles internos implementados pelas empresas para prevenir os riscos de fraude”, explica Alexandre Botelho, sócio diretor da AML Consulting e especialista em Prevenção à Lavagem de Dinheiro. 

Entre as mudanças já praticadas pelas maiores seguradoras, estão a análise de risco mais conservadora, o aumento das taxas de renovação e o reajustes de novos contratos. Em alguns casos, as seguradoras estão excluindo dos contratos algumas coberturas, como em caso de insolvência. Há, também, a criação de novas modalidades de exceções, como não cobrir custas de novos processos ou de processos específicos.

Botelho alerta que as seguradoras estão muito mais atentas com as empresas que estão fazendo negócio. “A atenção é ainda maior para o caso de instituições que fazem negócio com órgãos do governo”, afirma. Outra mudança já identificada nesta modalidade de seguro é a alteração do modo de concessão do benefício. Em algumas ocasiões, não há mais a antecipação de custas de processo e o dinheiro só é reembolsado em caso de absolvição do segurado. 

No último ano, houve um aumento da taxa de sinistralidade, cuja média passou de 35% para 50% entre 2014 e 2015. A Superintendência de Seguros Privados (Susep) também confirmou aumento de 60% no volume de prêmio emitido para o seguro D&O em 2015. Se de um lado os escândalos de corrupção corroboraram para um aumento dos valores dos seguros, por outro lado, deixaram em alerta gestores de empresas. 
 
“Este é um momento ideal para a empresa demonstrar controle da situação, deixando a seguradora confortável antes de assinar o contrato”, aconselha Botelho. Para ele, a empresa que conseguir demonstrar esta segurança poderá ter a chance de negociar melhor os termos do seu contrato. Esta demonstração é feita por meio de programas estruturados de Compliance, da criação de procedimentos internos rígidos, de uma política anticorrupção estruturada e do treinamento dos funcionários. 

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A importância da reputação de sua empresa

Qual é, afinal, o valor da sua empresa? Para muitos executivos, pode ser simplesmente o preço de mercado, a quantidade de dinheiro pelo qual a empresa pode ser comprada ou vendida. Mas no mundo dos negócios esta palavra adquire um sentido mais amplo e significa também algo intangível: sua reputação. Um estudo realizado pela consultoria Eisner Amper com mais de 300 CEOs norte-americanos coloca pelo terceiro ano consecutivo o risco reputacional como a principal preocupação do C-level. A reputação vale mais que qualquer bem material.

O velho ditado que diz “leva-se anos para construir uma reputação e alguns minutos para arruiná-la” comprova-se cada dia mais. O Brasil e o mundo estão vendo exemplos diários destes escombros. No final de 2015, a Volkswagen perdeu U$ 10 bilhões de valor de mercado depois da denúncia de fraude nos testes de emissão de gases. A empresa valia U$ 31 bilhões.

Após as denúncias da operação Lava Jato, a Petrobras já perdeu R$ 436,6 bilhões do seu valor de mercado desde 2008. A Vale – controladora da mineradora Samarco – perdeu R$ 322,9 bilhões. O Banco BTG Pactual perdeu mais da metade do seu valor de mercado, o total de R$ 14,96 bilhões. Um estudo feito pelo Fórum Econômico Mundial em 2012 mostrou que 25% do valor de uma empresa está diretamente ligado à sua reputação.

Quando há uma crise, o valor de mercado e o valor da sua reputação são automaticamente recalculados. O problema no Brasil é que muitas empresas acreditam que podem dar um “jeitinho” para controlar a situação e reverter o problema. “O mercado de fora já sabe, mas as instituições brasileiras precisam entender que a sua reputação é um ativo incalculável e que precisa ser protegido”, orienta Alexandre Botelho, sócio diretor da AML Consulting e especialista em Prevenção à Lavagem de Dinheiro.

Tipos de risco de reputação

O risco de reputação acontece quando o desempenho da empresa não corresponde a uma expectativa do seu público. Afinal, a reputação está baseada no que a empresa faz e não no que a empresa divulga. Os riscos reputacionais podem ser classificados como:

– Ético/integridade: fraude, suborno, corrupção;
– Produto/serviço: qualidade, segurança, meio ambiente, produtos controversos;
– Segurança: físico, cibernético;
– Financeiro: problema de contabilidade, risco de crédito;

A pesquisa Concerns About Risks Confronting Boards, que vem sendo realizada há 6 anos pela consultoria Eisner Amper, destacou a influência crescente das redes sociais como mais um fator de risco para a reputação das empresas. De acordo com o report, apenas 48% das empresas pesquisadas tem um plano de gestão de crise e só 20% delas tem executivos treinados.

Uma estratégia de gestão de reputação bem construída para uma empresa precisa ter um plano de crise e equipe treinada, como mostrou o estudo. “No entanto, muitas empresas esquecem que a prevenção pode ajudar a mitigar este risco”, alerta Botelho. A reputação de uma empresa está diretamente ligada às decisões de negócio que ela toma. Desta forma, ter as informações certas e tomar as decisões corretas faz toda a diferença. Além disso, é importante demonstrar este cuidado para o público. A comunicação auxilia nesta construção da reputação.

Um estudo realizado pela consultoria Deloitte mostrou que as empresas estão mais preparadas para gerenciar fatores de riscos onde elas têm controle direto, tais como riscos regulatórios, mau comportamento de funcionários ou má gestão de executivos. Áreas como Governança Corporativa e Compliance têm papel fundamental na normatização de regras e procedimentos que minimizam estes riscos.

As empresas estão investindo em treinamento de equipe, monitoramento e ferramentas de tecnologia para auxiliar na estratégia de detecção de riscos reputacionais. “Isso fornece aos executivos informações em tempo real para tomar decisões que possam mitigar qualquer risco reputacional”, esclarece Botelho.

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Como a área de Compliance ajuda a empresa a ser mais lucrativa

A função do Compliance nas grandes empresas é recente, não tem mais de 20 anos. Surgiu de acordo com a necessidade de as instituições ampliarem suas regras de segurança e protegerem sua reputação. A preocupação já existia desde a criação do Comitê da Basiléia para Supervisão Bancária, nos anos 70. Mas, foi a partir dos ataques terroristas nos Estados Unidos em 2001 e do escândalo financeiro em Wall Street em 2002, que se despertou a necessidade de uma regulamentação efetiva e de sua rápida aplicação em todos os países.

Como é uma área nova e pouco difundida, o Compliance desperta dúvidas entre muitos gestores. Qual é a real necessidade de investir nesta área? Este custo é mesmo necessário? Quais são os benefícios diretos para a minha empresa e para os meus funcionários? As perguntas são infindáveis e muitos acham sua promessa de valor um pouco subjetiva. Muitos executivos ainda acreditam que a área representa apenas custo para a empresa. Quem trabalha na área conhece o seu valor. A boa notícia é que é possível mudar esta percepção, mostrando que a área é rentável sim.

Primeiro é necessário “quantificar” o valor da área de Compliance. O setor é muito amplo e envolve inúmeros departamentos, pessoas e processos. Fizemos abaixo uma lista de itens que podem ajudar sua equipe a identificar como e onde a área está contribuindo para a empresa. Com a justifica pronta e o valor calculado, é possível demonstrar para todo o grupo o valor da área e do trabalho realizado.

Conheça como a área de Compliace ajuda a empresa a ser mais lucrativa:

Evita prejuízo financeiro

A maioria dos programas de Compliance são criados inicialmente com este objetivo: o de prevenir riscos para a empresa. As violações podem causar prejuízos financeiros às atividades da empresa e até mesmo para as pessoas físicas. Além disso, qualquer problema causado pela suspeita ou comprovação de fraude ou irregularidade vai gerar um processo e a empresa precisará fazer a sua defesa. Terá todos os gastos com processo e advogados durante todo o período, além do valor de multas e indenizações.

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Ajuda na identificação antecipada de problemas

O conhecimento promovido pelas atividades de controle favorece a conscientização sobre o que são problemas e riscos. E, como consequência, permite a identificação mais rápida das violações à lei, além de uma resposta mais rápida da empresa. É neste quesito que se enquadram os acordos de leniência que, se firmados rapidamente, podem representar redução de pena.

Contribui para reduzir a refação de trabalho

A equipe bem preparada pode executar rapidamente as suas atividades e, principalmente, com risco minimizado de refação de trabalho. O processo fica mais claro e as regras estão definidas e prontas para serem seguidas. É mais fácil resolver dúvidas pontuais e tratar as exceções, que no final acabam complementando o processo, tornando-o mais completo.

Minimiza perdas

A falta de controle interno dificulta a gestão e o acompanhamento dos gastos de uma empresa. Associado a isso está o fato de que, caso autuada, a empresa corre o risco de pagar uma multa que varia de 1% a 20% do faturamento anual bruto. Um programa de Compliance bem estruturado é estratégico tanto do ponto de vista do acompanhamento, quanto na prevenção de gastos.

Melhora os controles internos

Os programas de Compliance podem abranger diversas áreas na empresa, afetando atividades como prevenção à corrupção, governança, fiscal, ambiental e concorrência. Ter um programa estruturado também significa organizar estas áreas sob diversos aspectos. É possível, por exemplo, ter regras mais claras para o sistema de pagamento, evitando pagamentos indevidos. Pode-se ter um melhor controle de fornecedores e parceiros, otimizando recursos e evitando gastos duplicados. Há, também um maior controle sobre questões que geram conflito de interesse.

Reconhece a ilicitude de outras empresas

Empresas se relacionam diariamente com diversas outras empresas. Elas podem ser concorrentes, fornecedores, distribuidores e até mesmo clientes. Manter um relacionamento com terceiros que violam a legislação pode ser prejudicial para a empresa. Empresas inidôneas, por exemplo, pode ser proibidas de fechar contratos públicos ou participar de licitações.

Gera benefício reputacional

Ações que demonstram a conformidade da empresa com leis e regulamentações são essenciais para mostrar o seu compromisso com a ética nos negócios. Esta postura faz diferença tanto no relacionamento com os clientes, quanto na atração de parceiros ou investidores. Do lado dos funcionários, ajuda a manter a satisfação do grupo e também auxilia no recrutamento de novos profissionais.

Aumenta a confiança dos investidores

O comprometimento e a observância das leis inspiram a confiança de investidores e parceiros comerciais, que valorizam empresas que operam de forma ética e responsável. As empresas com áreas de Compliance organizadas são ainda mais atraentes como parceiras comerciais.

Melhora desempenho nos negócios

O medo de violar as leis – ainda mais quando envolve risco penal – pode intimidar os funcionários e, eventualmente, desestimular a concorrência mais acirrada e legítima. Os programas de compliance bem elaborados permitem aos funcionários tomar decisões com mais confiança. Auxiliam, por exemplo, na padronização de participação em concorrências.

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O monitoramento como estratégia para a prevenção à lavagem de dinheiro

O crime de lavagem de dinheiro ficou mais sofisticado nos últimos anos. Foi facilitado pela tecnologia, pelas novas oportunidades de negócios ou pela simplicidade na mobilidade internacional. Mas com a mesma rapidez que os grupos evoluem suas técnicas criminosas, o mercado financeiro busca ampliar seus controles. Já existe uma maior cooperação internacional e há inúmeros mecanismos para acompanhar ou mesmo barrar as transações ilícitas. Uma das armas mais eficazes contra o crime de lavagem de dinheiro é o monitoramento de pessoas e empresas.

Lavar dinheiro nada mais é do que transformar dinheiro de origem ilícita (sujo) em dinheiro lícito (limpo). Começou no século passado, com grupos mafiosos nos Estados Unidos, que usavam lavanderias de roupas e carros para “legalizar” o dinheiro de jogos e bebidas, pois estes negócios funcionavam apenas com dinheiro em espécie. Com o crescimento da operação, os mafiosos buscaram outros meios de ocultar este dinheiro ilegal. Foi então que surgiram as primeiras offshore na Suíça, já que o país não mantinha na época política de cooperação com os Estados Unidos.

Cooperação internacional e monitoramento de informações 

O cenário mundial está bem diferente do que na época de Al Capone. Os países – mais unidos – formaram o Grupo de Ação Financeira contra a Lavagem de Dinheiro (GAFI/FAFT) e criaram um documento internacional chamado 40 Recomendações. “Funciona como um guia para que os países adotem padrões internacionais e implementem medidas regulatórias, legais e operacionais”, explica Alexandre Botelho, parceiro da AML Risco Reputacional e especialista em Prevenção à Lavagem de Dinheiro

Aqui no Brasil, este trabalho de regulação é coordenado pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (COAF). Mas a responsabilidade pela identificação, avaliação e mitigação do risco é da empresa ou da instituição financeira. O monitoramento é fundamental neste processo. Garante informação atualizada e precisa para a tomada de decisão rápida e revela quem está do outro lado da mesa, fazendo o negócio com a empresa. No guia do GAFI, este monitoramento é recomendado na seção “medidas preventivas e transparência”.

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O primeiro benefício do monitoramento é assegurar o adequado acompanhamento de pessoas e de empresas que mantenham relações de negócios com a instituição. Cada ponto de contato com a instituição pode ser classificado dentre as categorias abaixo, denominações já são mundialmente conhecidas:
– Conheça seu Cliente – Know Your Customer (KYC)
– Conheça seu Funcionário – Know Your Employee (KYE);
– Conheça seu Fornecedor – Know Your Supplier (KYS);
– Conheça seu Parceiro – Know Your Partner (KYP).

A partir do monitoramento, também é possível identificar se estas pessoas ou empresas tem algum envolvimento com crimes de lavagem de dinheiro ou mesmo se existe alguma infração penal antecedente que possa comprometer o negócio. “A empresa pode preservar a sua imagem e a sua reputação certificando-se destas informações. Não é só uma garantia, é um direito”, afirma Botelho.

Outro benefício importante do monitoramento é a confirmação de que as leis e as regulamentações exigidas estão sendo realmente cumpridas. Além da Lei Anticorrupção, há inúmeras cartas, circulares, instruções e resoluções para serem acompanhadas pela equipe diariamente. No Brasil, o crime de lavagem de dinheiro é regulamento pela Lei nº 12.683/12. A pena prevista para o crime de lavagem de dinheiro é de três à dez anos de reclusão e multa.

Como ocorre o esquema da lavagem

O processo para a lavagem de dinheiro envolve teoricamente três etapas. Funcionam para disfarçar o envolvimento do dinheiro com a sua origem ilícita e servem para dificultar o rastreamento dos valores e a sua reintegração no sistema econômico. “O monitoramento pode ser essencial para quebrar este ciclo. Em algum momento, a informação será capturada e a fraude identificada”, confirma Botelho. As fases da lavagem de dinheiro são:

– Colocação: para ocultar a origem do dinheiro, o criminoso age em países com regras mais permissivas, realizando diversas operações, como: depósitos em contas correntes, compra de produtos e serviços financeiros, compra de previdência privada e seguros, compra de bens (imóveis, ouro, pedras preciosas, obras de arte);

– Ocultação: são realizadas operações para tentar quebrar a cadeia de evidências sobre a origem do dinheiro e, assim, dificultar o seu rastreamento. Os criminosos utilizam, por exemplo, transferências de recursos entre contas correntes, transferência de recursos entre empresas, operações por meio de “contas fantasma” ou e de “laranjas” ou transferência de recursos para paraísos fiscais;

– Integração: é a fase onde o dinheiro passa a ser incorporado ao sistema econômico, com uma documentação aparentemente legal. Ela é feita, por exemplo, por meio de investimentos em negócios lícitos, nos diversos setores da economia.

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Saiba como funciona o Risk Money Monitor

O Risk Money Monitor é uma ferramenta que permite cruzar duas informações importantes para a instituição: operação financeira e cadastro de seus clientes. O sistema de monitoramento vai auxiliar as equipes das instituições financeiras no trabalho de prevenção aos crimes de lavagem de dinheiro. “A ferramenta auxilia na automatização das identificações, facilita a análise e guarda o histórico das evidências.”, explica Willian Gigliotti, líder de Tecnologia da AML Risco Reputacional.

O sistema é instalado na empresa e integrado com os demais sistemas já em operação, tais como crédito, seguros, câmbio. Todas as informações passam, então, a ser monitoradas dentro do monitor. A partir dai, é possível identificar situações e operações atípicas ou suspeitas.

Pode-se, também, identificar clientes que demandam atenção especial por apresentarem algum desabono em sua reputação ou mesmo por fazerem parte de listas restritivas. As regras de identificação de situações suspeitas podem ser facilmente customizadas pelo próprio usuário. “Fazer com que novas regras possam ser adicionadas com facilidade, de acordo com as necessidades da instituição, foi uma das diretrizes do desenvolvimento da ferramenta”, afirma Gigliotti.

A equipe responsável pelos processo de PLD (Prevenção à lavagem de dinheiro) pode fazer a análise das ocorrências dentro da própria ferramenta. Todo o histórico do andamento das análises, bem como suas alterações pelo analista, ficam registrados no próprio sistema.

Para obter mais informações sobre o serviço, entre em contato com nossa equipe de especialistas.

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Engajamento sustentável no Risk Money: O módulo de Responsabilidade Socioambiental

O Risk Money Management System, ferramenta desenvolvida pela AML Consulting, acaba de lançar o módulo de Responsabilidade Socioambiental. Com o intuito de atender a Resolução nº 4.327/2014 do Banco Central, a publicação do Normativo SARB nº 14, de 28 de agosto de 2014 da FEBRABAN e visando incorporar possibilidades complementares aos clientes, o novo módulo oferece aos usuários o monitoramento de infrações socioambientais. Além disso, o acesso à plataforma disponibiliza informações abonadoras sobre pessoas jurídicas, uma oportunidade para o usuário acessar de forma prática a imagem reputacional positiva ou negativa de clientes, fornecedores, parceiros e outros.

Segundo o Normativo SARB nº 14 da FEBRABAN, é obrigação da instituição observar a legislação trabalhista, ou seja, infrações que envolvam a saúde, a segurança ocupacional e a existência de trabalho escravo ou infantil. Além disso, o Normativo engloba também questões da legislação social e ambiental, como a exploração sexual, danos ao meio ambiente e apropriação de terras indígenas ou de quilombolas. Dessa forma, a partir de informações capturadas na mídia, o novo módulo disponibiliza o conteúdo relacionado aos casos supracitados para atender a essa regulamentação.

Em outras palavras, o módulo de Responsabilidade Socioambiental oferece informações pertinentes para a verificação do engajamento sustentável de empresas em todos os segmentos. A partir do acesso às informações desse módulo, é possível visualizar efetivamente a credibilidade socioambiental de instituições como referência para futuras decisões, no que diz respeito à contratação de fornecedores, regularidade das atividades de clientes tomadores de crédito e qualidade da gestão dos riscos socioambientais no financiamento de projetos, além da garantia do cumprimento às normas do Banco Central e FEBRABAN, zelo pela imagem da instituição e compromisso com questões tão importantes como as sociais e ambientais.     

Módulo de Responsabilidade Socioambiental da AML Consulting na prática:
• Monitoramento diário de cerca de 20 mil fontes nacionais;
• Cerca de 50 registros inseridos/atualizados diariamente;
• Auxilia as instituições no atendimento ao disposto na legislação e regulamentação socioambiental.