Fintechs x Bancos Tradicionais: quais as semelhanças e diferenças

Veja como este novo modelo financeiro vem impactando o setor

Imagina não precisar ir à agência bancária para pedir empréstimo, abrir conta, ou solicitar um novo limite para o cartão de crédito? Ao invés de filas, processos simples feitos a partir da tela do celular. Quem não gosta de praticidade? Pois bem, as fintechs oferecem exatamente isso. Elas nasceram há pouco tempo, especificamente, a partir da crise de 2008, momento em que se revelou a fragilidade de grandes instituições financeiras internacionais. Desde então vêm redesenhando a área de serviços financeiros, desafiando os bancos tradicionais. Além de propor uma nova relação com o dinheiro, baseiam seus serviços na tecnologia, garantindo agilidade e inovação.

De acordo com a análise da CB Insights, divulgada em 2018, oito empresas brasileiras estão entre as 250 fintechs mais promissoras do mundo. Os principais critérios avaliados foram o modelo de negócio e a saúde financeira.

Mas o que há de comum entre estas empresas e os bancos tradicionais?

As semelhanças entre os dois modelos se resumem aos tipos de serviço e produto oferecidos aos clientes. E, assim como os bancos tradicionais, as fintechs são regulamentadas pelo Banco Central do Brasil.

Confira as principais diferenças entre esses dois modelos de negócio:

Estrutura

Os bancos tradicionais possuem várias agências bancárias, o que gera mais gasto com funcionários e equipamentos. Já as fintechs realizam o atendimento 100% on-line, diminuindo os gastos com funcionários e locação de espaço. Todavia, as fintechs operam com uma quantidade menor de produtos e serviços.

Praticidade

Embora, a maioria dos bancos tradicionais ofereça aos seus clientes a possibilidade de realizar algumas operações por meios eletrônicos, uma parcela significativa dos processos exige o comparecimento às agências. Com as fintechs é diferente, tudo é feito a partir da tela do celular, além disso, a automação do atendimento, feita com o uso de robôs, otimiza o tempo do cliente.

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Neste aspecto, as fintechs também se diferenciam dos bancos tradicionais. Elas conseguem oferecer aos seus clientes taxas menores, ou até zero, em alguns produtos e serviços, como é o caso dos cartões de crédito, isentos de tarifas de anuidade.

Atendimento

Quem nunca teve problema com as portas giratórias das agências bancárias? Apesar de serem vistas como uma forma de prevenir assaltos, elas também dificultam o acesso de clientes aos bancos. Já as fintechs apostam no atendimento mais personalizado, permitindo ao cliente uma boa experiência com os seus serviços e produtos.

Segurança

Uma boa parcela de clientes, especialmente os mais conservadores, ainda se sente insegura em realizar transações bancárias no ambiente digital. Por isso, muitos preferem manter a conta corrente em um banco tradicional. As fintechs ainda não atingiram esta parcela de consumidores, embora elas também sejam seguras. Vale lembrar que a resolução 4.658 do Banco Central traz vários procedimentos de segurança que devem ser observados pelas fintechs. A CVM, desde 2016, acompanha o desenvolvimento e aplicação de novas tecnologias no mercado de valores mobiliários das startups financeiras desse setor. Além disso, as fintechs são obrigadas a cumprirem à Lei 3.709/2018, também conhecida pela sigla LGPD, a Lei Geral de Proteção de Dados.

Público

Embora os bancos tradicionais venham reinventando seus serviços e produtos para atrair a geração Z, estes consumidores preferem o modelo proposto pelas fintechs. Vale dizer que está em discussão, no Banco Central, um novo sistema de pagamento instantâneo que permitirá aos brasileiros enviar e receber dinheiro eletronicamente em transações de 10 segundos.

Lucros

Para concluir, outra diferença tem a ver com os ganhos. Apesar da concorrência com as fintechs, os bancos tradicionais ainda continuam com a maior fatia do faturamento.  De acordo com um levantamento feito pela Economatica, empresa especializada no fornecimento de dados financeiros, somente no ano passado, os quatro maiores bancos do país, lucraram juntos, R$ 69 bilhões.