A importância da avaliação interna de risco para empresas

Ferramentas e procedimentos auxiliam instituições interessadas em colaborar com a luta contra a lavagem de dinheiro

Por lei, instituições do sistema financeiro brasileiro, como bancos e seguradoras, são obrigadas a atuar diretamente na prevenção à lavagem de dinheiro e ao financiamento do terrorismo. Porém, empresas de outros segmentos são estimuladas a fazer parte dessa luta, não apenas para atender a exigências de órgão reguladores e zelar pela reputação do seu negócio, mas também para colaborar com a melhora das práticas de mercado no Brasil como um todo. 

Para que isso ocorra, é imprescindível a realização de uma avaliação interna de risco. Indicada para todos os segmentos financeiros e não financeiros, seu objetivo é dar visibilidade aos riscos e à criação de controles para mitigá-los, definindo padrões e promovendo a efetiva implementação de medidas regulatórias. 

“Ao não realizar uma avaliação interna, as empresas correm o risco de não conhecer as suas vulnerabilidades em relação a ausência de controles e, no caso das instituições do sistema financeiro, de não cumprir com as exigências regulatórias necessárias para o seu funcionamento”, avalia Luis Ramiro, diretor especialista da AML Risco Reputacional.

Mas por onde começar? O primeiro passo é a criação de um programa funcional de prevenção à lavagem de dinheiro que deve contemplar no mínimo a governança e política sobre o tema, o que inclui a realização de uma avaliação interna de risco e a criação de procedimentos, sistemas de controle e capacitação de colaboradores.

O mais indicado é buscar empresas que possuam know how tanto no auxílio e definição dos passos para a implantação do programa, como na implementação de ferramentas necessárias para o controle e reporte de situações aos reguladores.

“O mercado hoje conta com soluções tecnológicas que subsidiam e suportam as necessidades exigidas nas regulamentações em vigor, tanto para a realização de Due Diligence e escoragem de risco de clientes e não clientes – a exemplo do Risk Money Due Diligence –, como também para monitoramento transacional, por meio do Risk Money Monitor, que possui visão única do cliente e de suas transações, além da utilização do risco atribuído e região geográfica em que ele está sediado”, explica Ramiro.

Dentro dos critérios de risco para classificação de clientes, os destaques são:

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  • A atividade, se pessoa física, ou objeto social, no caso de pessoa jurídica; 
  • Se pessoa politicamente exposta (PEP); 
  • Localização geográfica/endereço; 
  • Tipo de produto que irá operar; 
  • Data de sua fundação (em caso de pessoa jurídica) e seus beneficiário finais.

“São esses os fatores que definirão os controles aplicados para o acompanhamento de cada relacionamento, tudo justificado dentro de uma matriz de risco definida dentro da organização”, contextualiza o especialista da AML. “Dentro dessa lógica, a criação de indicadores é primordial para o acompanhamento dos negócios e definição do apetite de risco da empresa/instituição em relação a sua reputação”, complementa. 

É recomendada a criação de indicadores específicos para o acompanhamento da efetividade dos controles de prevenção à lavagem de dinheiro e ao financiamento do terrorismo, como também da qualidade e quantidade de atividades geradas pelos sistemas. 

A respeito desses indicadores, Ramiro finaliza com os seguintes exemplos:

  • Quantidade de clientes por escore de risco
  • Alertas gerados e em quais cenários/regras 
  • Tempo dedicado às análises e reporte
  • Quantidade de casos reportados ao COAF (Conselho de Controle de Atividades Financeiras), 
  • Quantidade de clientes PEP (Pessoa Exposta Politicamente) ou melhores práticas

Entre em contato com nossos especialistas, para entendermos melhor como a AML pode auxiliar a sua empresa para a prevenção à lavagem de dinheiro e ao financiamento do terrorismo.

 

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