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7 práticas que todo profissional de PLD-FT deve adotar

Prevenir a lavagem de dinheiro e o financiamento do terrorismo exige das instituições financeiras uma série de medidas, quem trabalha na área de PLD-FT as conhece bem. Empenho, responsabilidade, integridadeatenção e conhecimento da legislação são essenciais ao o profissional deste setor, para que possa detectar e analisar riscosque podem estar associados à lavagem de dinheiroDesta forma, o trabalho realizado é fundamental na mitigação de riscos reputacionais e legais.  

Sabemos que na área de PLD-FT, o fator tempestividade possui grande relevância. A perda de tempo na realização de algum processo, por exemplo, pode facilitar a ação de criminosos, fazendo com que o dinheiro sujo se movimente antes de ser detectado pela instituição.

Porém, como otimizar o tempo na realização de tarefas tão complexas? 

7 práticas que todo profissional de PLD-FT deve adotar:

1 – Programa Conheça seu Cliente exige, entre outras medidas, que o profissional avalie previamente as informações relacionadas ao cliente no momento da realização do cadastro.  A instituição precisa checar se há informações desabonadoras na mídia ou se o nome do cliente figura em alguma lista restritiva, entre outros indícios. Para facilitar este trabalho, ele pode consultar uma base de dados reputacionais, que garante assertividade na mineração destas informaçõesao vincular o dado ao CPF ou CNPJ.

2 – Além de aumentar a assertividade, é preciso também estar sempre atento à otimização do tempo. Imagina fazer a mineração de dados, de dezenas de cadastros, de forma manual? Quanto tempo não seria desperdiçado? Tempo este que poderia ser investido na análise dos dados. Para isso, é indicado o uso de uma plataforma automatizada, que facilita principalmente a consulta de grandes volumes de informação.

3 – Cabe também ao profissional de PLD-FT fazer a devida diligência acerca de relações de negócio estabelecidas pela instituição. Ele precisa pesquisar a idoneidade de prestadores e fornecedores de serviços. Para isso, recomenda-se que acesse bancos de dados que tenham informações reputacionais e contábeis. Tal prática garante agilidade no processo de mitigação de riscos financeiros, operacionais e reputacionais.

4 – Para fins de prevenção reputacional, cabe ao profissional de PLD-FT monitorar todas relações que possam representar maior risco à imagem da instituição. Para isso, ele deve contar com o apoio de listas PEPs (Pessoas Expostas Politicamente), visto que essas pessoas estão mais vulneráveis a crimes como corrupção, devendo receber atenção especial. 

5 – É responsabilidade do profissional de PLD-FT comunicar ao Coaf situações e operações suspeitas acerca dos clientes. Neste caso, recomendase o uso de um sistema automatizado, que por meio da Metodologia Baseada em Risco (ABR) aponte, com assertividade, casos a serem comunicados, além de garantir fácil interface para a comunicação ao órgãoIsso garante que o profissional tenha segurança e praticidade no momento de relatar ao órgão as suspeitas detectadas.

 Para que estas comunicações ao Coaf sejam eficazes, é preciso que as regras de alerta sejam precisas. Então, recomenda-se uma plataforma automatizada que permite à instituição elaborar suas regras de acordo com sua estrutura e atividade.  

7 – Também é responsabilidade do profissional de PLD-FT elaborar relatórios gerenciais. Com o uso de um sistema automatizado, ele não precisa mais perder tempo nesta tarefa, pois existem ferramentas que geram o documento de modo automático.

O universo de PLD-FT desafia o profissional diariamente, porém, a AML não para de inovar para atender, de forma eficaz e assertiva, as necessidades dos profissionais. Entre em contato com a equipe da AML e conheça seus produtos!

Plataforma inovadora para Programas de Integridade

Você sabia que o Programa de Integridade garante às empresas segurança quanto ao comprometimento de sua cadeia produtiva com valores de ética e transparência?

Na prática, as empresas devem adotar um conjunto de políticas, procedimentos e sistemas, de modo a assegurar o cumprimento das obrigações, dentre eles, o incentivo à denúncia de possíveis irregularidades, aplicação efetiva de códigos de ética e de conduta e adoção de mecanismos que visam detectar e sanar desvios, fraudes, irregularidades e outros atos ilícitos.

Diante destes grandes desafios, a AML desenvolveu o AML Integridade, plataforma on-line para a realização de processos de due diligence de colaboradores e terceiros, voltada para o auxílio aos Programas de Conhecimento, também integrada com nossa poderosa solução AML Due Diligence e adaptável à sua instituição.

Somos líderes em gestão de risco reputacional e podemos ajudar você na gestão dos riscos regulatórios e reputacionais de sua empresa.

Ainda ficou com alguma dúvida? Entre em contato com nossa equipe, veja uma demostração do AML Integridade.

Nossas soluções podem te ajudar nessa jornada. 

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Quem é o profissional que atua na área de prevenção à lavagem de dinheiro?

De acordo com organismos como o FMI, o Grupo de Ação Financeira contra a Lavagem de dinheiro e o Financiamento do Terrorismo (GAFI) e o Departamento de Estado dos Estados Unidos, o montante de dinheiro “lavado” no mundo varia entre 2% a 5% do PIB global, algo como US$ 1 trilhão a US$ 3 trilhões por ano. No Brasil, a lavagem de dinheiro movimenta cerca de R$ 6 bilhões por ano, de acordo com recente estimativa do Banco Central (BC). Contudo, segundo estimativas do Sindicato Nacional dos Procuradores da Fazenda (Sinprofaz), R$ 339 bilhões foram sonegados em 2016, sendo que, desse montante, R$ 271 bilhões, 80% do total, teriam sido sonegados através de mecanismos de lavagem de dinheiro.

Os impactos dessas cifras na economia global e a crescente preocupação com os crimes de natureza grave, que geram o maior volume de recursos passíveis de “lavagem”, estão fazendo com que as regras de prevenção e combate à lavagem de dinheiro se tornem cada vez mais rígidas.

No Brasil, assim como em qualquer parte do mundo, o sistema financeiro exerce papel fundamental nos esforços de combate ao crime de lavagem de dinheiro, e essa corresponsabilidade está prevista, inclusive, nas recomendações do GAFI, cumpridas atualmente por cerca de 190 países considerados cooperantes. Todavia, são recorrentes nos Estados Unidos e na Europa, e relativamente comuns no Brasil, os escândalos envolvendo instituições financeiras acusadas de leniência e até mesmo conivência com o crime de lavagem de dinheiro.

Incompetência, leniência ou conivência?

A pergunta que se faz é: seria possível evitar os escândalos, caso essas instituições contassem com áreas e equipes especializadas e capacitadas para detectar e reportar as suspeitas? A resposta seria sim, contudo, não basta apenas contar com estruturas organizacionais formalizadas e profissionais experientes e bem treinados para evitar o uso de uma instituição financeira com o fim de lavar dinheiro.

O sucesso de um programa de prevenção à lavagem de dinheiro depende, prioritariamente, do comprometimento da alta administração, desde os membros do conselho de administração, o CEO e os demais executivos do alto escalão, até alcançar os gestores das áreas consideradas mais sensíveis. Havendo esse compromisso efetivo, amplamente disseminado para todos os colaboradores da instituição, será possível assegurar a efetividade das políticas, normas, procedimentos e controles internos implementados.

“Se não houver o comprometimento da alta administração, cujos integrantes são os principais responsáveis por dar o exemplo e cobrar uma postura de legalidade de todos os colaboradores, pouco adianta elaborar uma política de prevenção à lavagem de dinheiro que pareça confiável apenas no papel”, alerta Alexandre Botelho, sócio diretor da AML Consulting e especialista em prevenção à lavagem de dinheiro.

A importância das áreas de prevenção à lavagem de dinheiro

As estruturas organizacionais de prevenção à lavagem de dinheiro são as mais variadas possíveis e não existe uma regra rígida definida pelas autarquias em relação à formatação dessas áreas. A Circular BC 3.654/13, que deu nova redação a artigos da Circular BC 3.461/09, estabelece em seu artigo 1º, por exemplo, que as instituições financeiras devem implementar políticas, procedimentos e controles internos compatíveis com o seu porte e volume de operações, mas não define, nos referidos normativos ou em outro qualquer, qual deve ser a subordinação dessa área.

Como já ressaltado que o sucesso de um programa de prevenção à lavagem de dinheiro depende, prioritariamente, do comprometimento da alta administração e, visando assegurar a independência e autonomia dessa área, que deve estar imune a conflitos de interesses, a prática observada tem sido a subordinação dessa área diretamente à presidência da instituição ou, em alguns casos, ao vice-presidente ou diretor responsável pela gestão de riscos.

O fato é que as áreas de prevenção à lavagem de dinheiro tendem a crescer no sistema financeiro e também em outros segmentos considerados sensíveis ao crime e, por isso, os profissionais que atuam nessas áreas precisam ser capacitados e requerem alto nível de especialização.

Reconhecimento ou castigo?

Entre os profissionais que atuam nessas áreas, são relativamente comuns os relatos de insatisfação. Em geral, essa sensação é atribuída a certa falta de prestígio da atividade, aos constantes conflitos com as áreas de negócios e produtos, à ausência ou insuficiência dos investimentos em pessoas e sistemas, a limitação dos acessos às informações e documentos indispensáveis para as análises e, inclusive, a desconsideração dos pareceres e alertas sobre operações e situações atípicas ou suspeitas passíveis de comunicação ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (COAF).

“Em 1998, assim que foi sancionada a Lei 9.613 e o Banco Central editou os seus primeiros normativos sobre o tema, vários colegas que trabalhavam comigo, inclusive eu, nos candidatamos para trabalhar com prevenção à lavagem de dinheiro, pois sabíamos que a atividade era desafiadora e poderia servir como uma importante oportunidade de alavancagem das nossas carreiras. Atualmente, é muito comum eu ouvir desabafos de profissionais alocados nessas áreas, pois, na percepção de alguns deles, trabalhar com prevenção à lavagem de dinheiro é uma espécie de castigo aplicado aos profissionais que não atenderam às expectativas em outras áreas”, relembra Botelho.

Que formação precisa ter um profissional de prevenção à lavagem de dinheiro?

Quando se tratam de profissionais do mercado financeiro, é desejável que os candidatos a atuar nas áreas de prevenção à lavagem de dinheiro tenham formação em disciplinas como Ciências Contábeis, Economia, Administração de Empresas, Engenharia ou Direito. Contudo, caso esses candidatos tenham vasto conhecimento e experiência na área financeira, esses pré-requisitos tornam-se secundários.

“Ao longo da minha carreira, já atuei com excelentes profissionais em áreas de prevenção à lavagem de dinheiro. Alguns deles tinham formação em Matemática, Física, Ciência da Computação, Comércio Exterior, Secretariado Executivo, Psicologia e até em Publicidade e Propaganda”, afirma Botelho.

Quais são as opções para especialização na área?

Se o objetivo é fazer carreira na área de prevenção à lavagem de dinheiro, torna-se indispensável a realização de alguns cursos de formação complementar e especialização.

Como ainda não há um curso específico de graduação em compliance ou em prevenção à lavagem de dinheiro, bem como é pouco efetiva a realização de um novo curso de graduação em áreas afins, existem diversos cursos de especialização, pós-graduação e MBA nas áreas de Finanças, Gestão de Riscos, Compliance e até mesmo de Prevenção à Lavagem de Dinheiro, os quais são muito efetivos e complementam de forma satisfatória a formação desejada para o profissional que atua ou deseja atuar nessa área.

Participações em conferências e seminários temáticos também ajudam o profissional de prevenção à lavagem de dinheiro a se manter informado sobre a legislação, a regulamentação e as melhores práticas e tendências do mercado, além de se constituírem em inestimáveis fontes de networking para a alavancagem da carreira desse profissional.

Sobre essas ações de especialização, Botelho ressalta: “Não basta apenas almejar uma coleção de diplomas ou certificados para impressionar o chefe ou os demais colegas de trabalho. Você realmente tem que ansiar por novos conhecimentos e habilidades, pois esse será o seu grande diferencial diante dos demais membros da equipe”.