Suspeito de lavagem de dinheiro, dono do Chelsea é impedido de morar na Suíça


O dono do Chelsea, Roman Abramovich, foi impedido de morar na Suíça. Ele tentou tirar um visto de residência para viver no país em 2016, mas teve seu pedido negado. A polícia suíça enviou uma carta afirmando que o empresário russo é suspeito de lavagem de dinheiro e envolvimento com organizações criminosas.

 

Sabendo do vazamento das acusações, Abramovich entrou com ação judicial para impedir a publicação dos motivos pelos quais teve o visto negado. Porém, sete meses depois, o empresário perdeu o caso, e as informações se tornaram públicas.

 

Apesar das suspeitas, o russo não está envolvido em nenhuma investigação criminal. Com isso, até que se prove ao contrário, ele deverá ser considerado inocente. O advogado de defesa, Daniel Glasl, negou que o cliente tenha culpa.

 

“Qualquer indicação de que Abramovich esteja envolvido em lavagem de dinheiro ou tenha contatos com organizações criminosas é completamente falsa. Ele nunca participou de esquemas de lavagem de dinheiro e não tem antecedentes criminais. Ele nunca teve ou foi acusado de ter conexões com organizações criminosas”, disse, segundo o GloboEsporte.com.

 

Abramovich decidiu se mudar para a Suíça após não renovar o visto de residência no Reino Unido. O país diminuiu o fluxo de capitais vindos de Moscou, após a morte do espião russo Sergei Skripal.

 

O russo conseguiu a cidadania israelense, o que lhe garantiu até seis meses por ano no Reino Unido. Entretanto, ele ainda precisaria de um visto para trabalhar na Terra da Rainha.

 

Por conta do imbróglio, a empresa britânica “Bloomberg” afirmou que o mandatário rejeitou propostas de mais de dois bilhões de libras pelo clube e teria pedido três bilhões (R$ 10,6 bilhões). Caso haja acordo, os Blues se tornariam a organização esportiva mais cara da história.