Rodrigo Rato, ex-diretor do FMI, é acusado de fraude e lavagem de dinheiro


A residência do ex-diretor do Fundo Monetário Internacional (FMI) foi vasculhada nesta quinta-feira (16) pela polícia, que procura provas de envolvimento do espanhol em fraudes e lavagem de dinheiro. Rodrigo Rato, que já foi ministro da Economia da Espanha, foi filmado sendo levado pelas autoridades. A mídia local afirma que ele foi detido.

A televisão espanhola transmitiu as imagens de Rato sendo levado pela polícia após cerca de quatro horas de buscas em sua casa. Os inspetores da Agência Tributária seguiram para o escritório do ex-ministro onde continuaram as investigações.

Rato dirigiu o FMI entre 2004 e 2007. Antes disso, ele foi o número dois do poder espanhol durante o governo de José María Aznar, do Partido Popular, o mesmo do atual premiê Mariano Rajoy.

Essa não é a primeira vez que o ex-chefe do FMI tem problemas com a justiça. Ex-presidente do grupo bancário Bankia, salvo da falência em 2012 pelo Estado, Rato já havia sido alvo de outros processos ligados à fraudes. O primeiro deles por utilização de cartões de crédito do banco Caja Madrid para uso pessoal e o outro por métodos suspeitos na introdução do Bankia na Bolsa de Valores, em 2011. Ele sempre negou estar envolvido nos casos. 

Desta vez, ele está sendo investigado por supostos delitos de fraude e lavagem de dinheiro. Segundo a imprensa espanhola, o ex-chefe do FMI teria desviado mais de € 6 milhões do Banco Lazard em 2001. Antes dos escândalos, ele era visto como um dos políticos mais promissores de sua geração.

Esse novo escândalo também acontece em um momento delicado na vida política da Espanha, já que o país está em pleno ano eleitoral, com municipais e regionais no dia 24 de maio e legislativas previstas para novembro. O atual premiê já avisou que pretende tentar se reeleger.