Quadrilha acusada de fraudar licitações e desviar recursos é alvo de operação da PF em cinco Estados

Operação "Esopo" cumpre 101 mandados judiciais em MG, RJ, PE, ES e Distrito Federal


Uma quadrilha acusada de fraudar licitações e desviar recursos públicos é alvo de uma operação da Polícia Federal, nesta segunda-feira (9), em cinco Estados do País: Minas Gerais, Rio de Janeiro, Pernambuco, Espírito Santo e Distrito Federal.

A ação também conta com a participação de integrantes do Ministério Público Federal, Controladoria-Geral da União e Receita Federal do Brasil.

O principal objetivo da operação é desarticular organização criminosa, que desviava recursos públicos por meio de fraudes em processos licitatórios.

Ao todo, são cumpridos 101 mandados judiciais, sendo 44 mandados de busca e apreensão, 20 de sequestro de valores, bens móveis e imóveis, 25 de prisão temporária e 12 de condução coercitiva.

Segundo as investigações, a quadrilha, que era formada por uma OSCIP (Organização da Sociedade Civil de Interesse Público), empresas, pessoas físicas, servidores públicos de alto escalão e por agentes políticos, fraudava processos licitatórios, direcionando as contratações de atividades diversas à OSCIP junto a Prefeituras Municipais, Governos Estaduais e Ministérios do Governo Federal.

Assim, depois que o contrato era firmado, os serviços eram prestados com valores superfaturados ou sequer eram executados com repasses milionários às empresas integrantes da organização. Assim, o desvio e a apropriação de recursos públicos por parte dos dirigentes da OSCIP era possibilitado, com o consequente retorno de parte desses valores a agentes públicos envolvidos em sua liberação.

As investigações serviram ainda para a polícia descobrir que a OSCIP já recebeu, somente nos últimos cinco anos, valores superiores a R$ 400 milhões da Administração Pública Federal, Estadual e Municipal, já tendo atuado em 10 Estados da Federação e no Distrito Federal.

Além das prisões, também estão sendo cumpridos mandados de busca e apreensão na OSCIP e em empresas pertencentes ao esquema criminoso.

Os presos irão responder por crimes contra a administração pública, formação de quadrilha, falsidade ideológica, corrupção ativa e passiva e lavagem de dinheiro, dentre outros. Se condenados, os detidos podem ficar presos por mais de 30 anos.

A operação recebeu o nome de "Esopo", que faz uma referência à expressão "lobo em pele de cordeiro", que vem do idioma grego.