Presidente do Coaf defende permanência do órgão no Ministério da Justiça

Roberto Leonel palestrou em Curitiba, nesta segunda-feira (13); Sérgio Moro disse que a tendência é que o Coaf seja "negligenciado" se mudar de ministério


O presidente do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), Roberto Leonel, defendeu nesta segunda-feira (13), a permanência do órgão no Ministério da Justiça e Segurança Pública.

“O mais importante é que o Coaf tem uma maior proximidade, uma maior interação ou uma maior aderência aos órgãos do Ministério da Justiça. Praticamente 80% dos nossos relatórios de inteligência financeira são direcionados a órgãos de persecução penal, Ministério Público, Polícia Civil, Polícia Federal”, afirmou Leonel.

A declaração foi feita em um congresso sobre combate à corrupção, em Curitiba. O ministro da Justiça, Sérgio Moro, também participou do evento.

Eles comentaram a decisão da Comissão Mista do Congresso de transferir o Coaf do Ministério da Justiça e Segurança Pública para o Ministério da Economia, comandado por Paulo Guedes.

A votação ocorreu durante a análise da medida provisória que reformula a organização dos ministérios. O texto precisa passar ainda pelos plenários da Câmara e do Senado.

Moro afirmou que a tendência é que o órgão de fiscalização de atividades financeiras seja “negligenciado” se mudar de ministério. “A tendência é ele ficar negligenciado no Ministério da Fazenda ou da Economia. Na Justiça e Segurança Pública, nós reconhecemos o valor estratégico dele”, disse.

Ainda conforme Moro, a defesa do Coaf na pasta não é uma questão pessoal com o ministro Paulo Guedes.