Polícia prende seis suspeitos de integrar principal milícia do Rio

De acordo com o MP-RJ (Ministério Público do Rio de Janeiro), grupo lavou mais de R$ 10 milhões em empresas de extração de saibro e terraplanagem


A Polícia Civil prendeu na manhã desta quarta-feira (3) seis suspeitos em uma operação para cumprir mandados contra um grupo que praticava lavagem de dinheiro para a principal milícia do Rio de Janeiro.

As investigações apontam que empresas de terraplanagem e extração de saibro estavam envolvidas com a quadrilha. Segundo o MP-RJ (Ministério Público do Rio de Janeiro), o grupo paramilitar conseguiu lavar mais R$ 10 milhões com ajuda destas companhias.

Agentes da DGCORD-LD (Departamento Geral de Combate à Corrupção ao Crime Organizado e a Lavagem de Dinheiro) tentam cumprir, ainda, um mandado de prisão preventiva e 11 mandados de busca e apreensão em endereços no Recreio dos Bandeirantes e Santa Cruz, na zona oeste do Rio, e nas cidades de Itaguaí, Seropédica e Paracambi, na Baixada Fluminense.

De acordo com a Polícia Civil, no período entre 2012 e 2017, as empresas investigadas faturaram cerca de R$ 41 milhões. As investigações indicam que estas organizações podem estar “ligadas a homicídios praticados com o objetivo de tomar companhias concorrentes”.

Um dos homens denunciados pelo MP-RJ é o irmão de Ecko, suspeito de liderar o maior grupo miliciano da cidade e foragido da Justiça. A quadrilha controla a região de Campo Grande, Santa Cruz e Paracambi desde a década de 1990.

Em nota, o MP-RJ ressaltou que a milícia comandada por Ecko se fortalece financeiramente a partir da extorsão de moradores e comerciantes das regiões dominadas para fornecer uma suposta segurança. O órgão também destacou o transporte alternativo legal e ilegal como fonte de renda para o grupo.

Os presos responderão por organização criminosa e lavagem de dinheiro.