Polícia do DF apreende 80 mil dólares em operação contra grupo que causou prejuízo de R$ 75 milhões

Suspeitos são acusados de sonegação fiscal, lavagem de dinheiro, organização criminosa e uso de documentação falsa. Eles realizavam fraude por meio de venda de peças de veículos.


A Polícia Civil do Distrito Federal deflagrou, na manhã desta terça-feira (28), uma operação contra um grupo suspeito de sonegação fiscal na venda de peças de veículos usados. Os agentes cumpriram dois mandados de busca e apreensão e apreenderam 85 mil dólares, além de R$ 58 mil.

Os suspeitos também são acusados pelos crimes de lavagem de dinheiro, organização criminosa e uso de documentação falsa. Segundo a polícia, o prejuízo causado pelo grupo é de aproximadamente R$ 75 milhões.

Os mandados foram cumpridos em uma casa e um escritório vinculados a um contador suspeito de participação no esquema, em Goiânia, e tiveram o apoio da Polícia Civil de Goiás. De acordo com a polícia, o homem prestava assessoria técnica ao grupo na execução dos delitos.

O esquema
As investigações apontam que os criminosos abriam empresas para vender as peças de veículos. No entanto, não recolhiam impostos nem pagavam as taxas obrigatórias do poder público.

Quando essas empresas já estavam “estouradas”, ou seja, possuíam dívidas que impossibilitavam a continuação do negócio, os suspeitos abriam novas empresas em nomes de laranjas e mantinham as vendas.

“Era uma forma recorrente de não pagamento de tributos. Uma forma de blindagem patrimonial em um esquema complexo, com ajuda de técnicos e contadores”, explica o diretor da Coordenação Especial de Combate a Corrupção e ao Crime Organizado (Cecor), delegado Ricardo Gurgel.

Segundo o delegado, “as empresas estavam no nome de laranjas que não tinham um patrimônio compatível com o valor das dívidas, então não havia nada para ser penhorado pela Justiça. Enquanto isso, os empresários investiam o valor sonegado em patrimônio próprio e em novas empresas.”

Ricardo Gurgel afirma que a operação, que ganhou o nome de Crassus, teve início em 2013 e foi retomada no ano passado. À ocasião, foram cumpridos 17 mandados de busca e apreensão, em Brasília e em Goiânia.

Segundo o delegado, além do dinheiro encontrado nesses locais, a polícia achou documentos que devem ajudar nas investigações.

Fonte: G1 DF