Polícia detém assessores de Teotonio Vilela em suposto ato ilegal

Delegado da Polícia Federal ouviu os assessores e os liberou


Uma denuncia da coligação ‘Frente Popular por Alagoas’ fez policiais militares do 1º batalhão deterem dois assessores do candidato a reeleição Teotonio Vilela Filho (PSDB), na tarde de ontem, no bairro de Ponta Verde. Conforme denuncia, confirmada pelo advogado do candidato Ronaldo Lessa (PDT), João Daniel, um dos homens estava com cerca de R$ 3 mil em espécie caracterizando compra de votos. 
 
Os assessores foram encaminhado a sede da Polícia Federal em Alagoas e ouvido pelo delegado Daniel Coraça. Um dos homens foi identificado apenas como Fabrício seria o detentor do dinheiro. Segundo o delegado da Polícia Federal os assessores comprovaram com notas fiscais que a quantia seria para efetuar o pagamento de motoristas que transportavam os bandeirinhas da campanha.
 
Já o advogado de Ronaldo Lessa afirmou que foi montada uma banca, com lista de nomes e quantia na Praça do Skate, para fazer a distribuição do dinheiro. Um dos assessores do candidato do PDT denunciou ainda que filmou toda a ação com o celular, mas foi flagrado por assessores de Teotonio Vilela e teve o aparelho pisoteado.
 
O advogado Sidney Peixoto, representante da coligação ‘Alagoas no Caminho do bem’ negou as acusações e confirmou a versão do assessor, identificado como Fabrício, a verba foi para o pagamento dos motoristas que conduziam os bandeirinhas da caminhada.
 
O delegado Daniel Coraça liberou os dois suspeitos  alegando que as notas fiscais comprovam a legalidade do porte do dinheiro. 
 
Nota de Esclarecimento
 
Em nota divulgada ainda na noite de ontem a assessoria de campanha de Teotonio Vilela classificou a denuncia como ato desesperado do coronel da Polícia Militar Marinho, que foi diretor do Departamento de Trânsito de Alagoas no governo de Ronald Lessa.
 
Na nota consta ainda a acusação de agressão contra os assessores do PSDB. “Ele e sua turma chegaram a agredir uma assessora de campanha do PSDB, conforme ficou comprovado em exame de corpo delito no IML, com uma pancada no braço”.
 
O documento reafirma a posição do delegado da PF,na qual não foi constatada irregularidade.