Polícia Civil prende hackers envolvidos com fraude, estelionato e lavagem de dinheiro


Uma quadrilha formada por hackers que praticava fraude a bancos é alvo da Polícia Civil em uma operação desencadeada na manhã desta quinta-feira (5). A Operação Chargeback tem como objetivo prender oito integrantes da organização criminosa. Além disso, foram emitidos 24 mandados de busca e apreensão pela 2ª Vara Criminal do Recife.
 
As investigações iniciaram em maio deste ano, quando a polícia identificou os suspeitos pelos crimes de furto mediante a fraude, estelionato e lavagem de dinheiro. “Essa é uma quadrilha formada por hackers, indivíduos organizados que lavavam o dinheiro gerando prejuízo à população pernambucana. Apreendemos computadores, celulares, cartões de crédito. Apenas três dos envolvidos tiveram lucro de R$ 6 milhões durante o período de investigação”, comentou o responsável pela Diretoria Integrada Metropolitana, Ivaldo Pereira.
 
De acordo com o delegado, os envolvidos conseguiram quebrar o segredo dos chips de cartões de créditos com máquinas que lançavam os dados pessoais dos correntistas para os e-mails da quadrilha. “Eles conseguiam entrar nas contas correntes e poupanças, subtrair valores utilizando a tecnologia para cometer o mal. O prejuízo foi no estado e também no exterior”, afirmou o diretor.
 
O nome “Chargeback” faz referência à compra de um produto com cartões roubados, provocando o estorno dos valores causando prejuízo aos lojistas. Até o momento cinco pessoas já foram presas, mas um dos líderes está foragido. Um dos presos já tinha histórico pelas mesmas práticas criminosas no ano de 2015.
 
“Essa quadrilha tem dois líderes e um está foragido. O segundo foi preso, é um português. Esse indivíduo já foi preso na Operação Miami, no mesmo sentido da de hoje, em 2015, quando apreendemos notebooks, relógios e outros produtos adquiridos com esses crimes. Ele voltou a cometer o mesmo delito”, afirmou o delegado.
Todo o material apreendido e os suspeitos detidos serão levados para o prédio do Grupo de Operações Especiais (GOE), no bairro do Cordeiro, na Zona Oeste do Recife.
 
Nesta Operação, estão envolvidos 130 policiais civis e as investigações foram assessoradas pela Diretoria de Inteligência da Polícia Civil (Dintel) e contaram com o apoio do Laboratório de Tecnologia Contra a Lavagem de Dinheiro (LAB-LD).
 
Em 2015, a operação Miami prendeu um português e três brasileiros, suspeitos de clonar cartões de crédito para realizar saques e compras nos Estados Unidos. De acordo com a Polícia, eles conseguiam os dados das vitimas invadindo os sistemas das operadoras de cartões de crédito e copiavam as informações. Ainda segundo a Polícia, as compras eram feitas em Los Angeles, Orlando e Miami.