PF indicia Ricardo Teixeira por lavagem de dinheiro e outros três crimes

O ex-presidente da CBF foi investigado pela compra de um apartamento, abaixo do valor de mercado, com dinheiro trazido de fora do país


A Polícia Federal indiciou Ricardo Teixeira, ex-presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), por quatro crimes: lavagem de dinheiro, evasão de divisas, falsidade ideológica e falsificação de documento público. O indiciamento, que ocorreu em janeiro, foi revelado com exclusividade por ÉPOCA nesta segunda-feira (1º).

A investigação da PF se iniciou após a imprensa noticiar, em 2011, que Teixeira comprou um apartamento avaliado em R$ 2 milhões por R$ 720 mil, em 2002. O imóvel, na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, era de Cláudio Abrahão, cuja família é dona do Grupo Águia, fornecedor da CBF. De acordo com a PF, Teixeira “não teria como justificar os valores envolvidos na aquisição” e por isso trouxe dinheiro de fora do país.

Entre os documentos da investigação da PF está um relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras, o Coaf, que aponta: Ricardo Teixeira movimentou em suas contas R$ 464,56 milhões no período em que comandou a organização da Copa do Mundo do Brasil, de 2009 a 2012. Em 2012, Teixeira renunciou ao cargo e à presidência da CBF. O Coaf considerou as movimentações de quase meio bilhão de reais como "atípicas". 

Ricardo Teixeira não foi localizado pela reportagem.