PF indicia Eike, Cabral e mais dez na operação Eficiência


A Polícia Federal indiciou o empresário Eike Batista, o ex-governador Sérgio Cabral e outras dez pessoas em razão das investigações que resultaram na Operação Eficiência, no mês passado.

O empresário foi indiciado sob suspeita de corrupção ativa, lavagem de dinheiro e organização criminosa, assim como o advogado Flávio Godinho, ex-executivo do grupo EBX.

Eike é suspeito de ter pago uma propina de US$ 16,5 milhões ao ex-governador, por meio da conta Golden Rock, no TAG Bank do Panamá. Os recursos foram transferidos por meio de um contrato considerado fraudulento de intermediação de venda de uma mina de ouro.

Cabral foi indiciado sob suspeita de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e organização criminosa, junto com o ex-secretário Wilson Carlos, e os ex-assessores Carlos Emanuel Miranda e Luiz Carlos Bezerra.

Foram indiciados sob suspeita de lavagem de dinheiro e organização criminosa o ex-assessor de Cabral Sérgio Castro de Oliveira, o doleiro Álvaro Novis, o advogado Thiago Aragão, o ex-subsecretário Francisco de Assis Neto e o irmão do ex-governador Maurício Cabral. A ex-mulher Susana Neves foi indiciada sob suspeita de lavagem de dinheiro.

O relatório da PF, a princípio, não envolveu o empresário Eduardo Plass, dono do TAG Bank, e Luiz Arthur Andrade Correia, que também assinava o contrato considerado simulado.

Eike foi levado nesta quarta-feira (8) à sede da PF para prestar novo depoimento. A polícia solicitou à Justiça Federal a nova oitiva para esclarecer contradições entre as declarações dos investigados.

O advogado Fernando Martins, que representa o empresário, afirmou antes do depoimento que a orientação era, mais uma vez, permanecer calado.

Além de Eike, foram levados o advogado Flávio Godinho, braço direito do empresário no grupo EBX, o ex-secretário Hudson Braga, o ex-subsecretário Francisco de Assis Neto, o doleiro Álvaro Novis, e os ex-assessores de Cabral Ary Ferreira da Costa Filho e Carlos Emanuel Miranda. Todos estão presos.