PF faz ação antitráfico e lavagem de dinheiro em quatro cidades da RMC

Operação em 5 estados inclui Campinas, Hortolândia, Sumaré e Indaiatuba. Polícia apreendeu 16 carros, a maioria de luxo, na manhã desta segunda.


A Polícia Federal apreendeu pelo menos 16 veículos, nesta segunda-feira (15), durante ação contra o tráfico internacional de drogas e lavagem de dinheiro em quatro cidades da Região Metropolitana (RMC), entre elas, Campinas, Hortolândia, Indaiatuba e Sumaré. De acordo com a instituição, os trabalhos integram a "Operação Ferrari", deflagrada com a Receita em 15 cidades do Paraná, São Paulo, Mato Grosso do Sul, Bahia e Sergipe.

De acordo com a instituição, entre os veículos apreendidos estão carros de luxo, alguns deles com valor estimado em até R$ 200 mil. Eles serão levados para a PF em Curitiba (PR), responsável por centralizar as apurações iniciadas há um ano e três meses.

"Aqui na região [de Campinas] temos alvos importantes que fazem parte da coordenação da organização criminosa. Era uma quadrilha que gostava de ostentar em redes sociais, sempre demonstrando riqueza", explicou o delegado da PF Gustavo Magalhães Gomes.

Prisões

Até 13h, dois suspeitos foram presos pela PF na região, entre eles, um homem considerado chefe do tráfico de drogas em Hortolândia. Com ele foram localizados sete veículos. Outro suspeito de integrar a quadrilha foi preso em Indaiatuba.

"Eles serão indiciados por lavagem de dinheiro, tráfico de drogas e também associação ao tráfico", falou Gomes.

Segundo a polícia, estavam previstos o cumprimento de dois mandados de prisão preventiva em Campinas; um mandado de prisão preventiva e dois de busca e apreensão em Hortolândia; dois mandados de prisão preventiva, um mandado de condução coercitiva (quando a pessoa é obrigada a prestar depoimento) e quatro de busca e apreensão em Indaiatuba; além de mais um mandado de condução coercitiva em Sumaré.

Como a quadrilha agia?

Segundo a Receita, a organização investigada trazia os entorpecentes do Peru e da Bolívia, através da fronteira do Paraguai, para o Brasil. Após o ingresso no país, a pasta base de cocaína era transportada para os estados do Mato Grosso do Sul e do Paraná para refino.

Os líderes da organização se estabeleceram nas regiões de Londrina e de Campinas e promoviam lavagem de dinheiro passando-se por empresários dos ramos de postos de combustíveis, de transporte e de revenda de veículos.

Segundo a PF, o nome da operação faz alusão ao estilo de vida luxuoso que os criminosos mantinham. O grupo lavava dinheiro de várias empresas, uma delas chama-se Ferrari.