PF deflagra Operação Hiena e prende nove pessoas


Alguns nomes das pessoas presas pela Polícia Federal na manhã desta terça-feira já foram divulgados. O casal que trabalha vendendo livros no centro de Teresina, Helder Gonçalves e Tatiana Lima foram detidos e levados para a sede da PF em Teresina. Além destes, Neyanderson Nunes e Washington Batista foram presos por falsificação de documentos a fim de fraudar a atualização do imposto de renda.

Dentre os presos há um corretor de carro. Duas mulheres também foram detidas. De acordo com o delegado Olegário Pereira, todos os envolvidos na fraude se conheciam.

Os membros das quadrilhas se passavam de funcionários desses órgãos públicos, se utilizavam de documentos falsificados e dados de declarações antigas, para ter direito a restituição.

Às 6 horas da manhã dessa terça-feira (22) a Polícia Federal do Piauí deflagrou a Operação Hiena. O objetivo da operação é o cumprimento de nove mandados de prisão contra acusados de cometer fraude contra a Receita Federal e 12 mandados de busca e apreensão.

De acordo com a PF os fraudadores conseguiam as informações sobre os dados dos contribuintes de alta renda, de preferência os servidores públicos e depois aplicavam o golpe.

A Polícia Federal está investigando os crimes há cerca de um ano. Participam da operação 60 policiais federais e 08 Auditores da Receita Federal.

Os presos na operação foram levados para a sede da Polícia Federal onde prestarão depoimentos ainda hoje.

A assessoria da Polícia Federal enviou nota para a imprensa explicando a operação.

Nota à imprensa

A Polícia Federal no Piauí comunica que na manhã de hoje (22/03), deflagrou em conjunto com o Ministério Público Federal e a Receita Federal, a “Operação Hiena”, com o objetivo de dar cumprimento a 09 (nove) Mandados de Prisão e 12 (doze) Mandados de Busca e Apreensão. As investigações tiveram início há mais de um ano e tinham como finalidade desarticular uma organização criminosa especializada em cometer fraudes em Declaração de Imposto de Renda de Pessoa Física-DIRPF.

As fraudes perpetradas pelo grupo criminoso se davam após a obtenção de informações acerca dos dados de contribuintes de alta renda, especialmente servidores públicos, cujos valores eram adulterados/majorados através de declarações retificadoras fraudulentas.

Participaram da operação, 60 (sessenta) policiais federais e 08 (oito) Auditores da Receita Federal.