Pernambuco ganha laboratório de tecnologia para investigar lavagem de dinheiro e corrupção

Segundo o Ministério Público de Pernambuco (MPPE), novo equipamento, inaugurado nesta terça-feira (12), no Recife, possibilita análise mais rápida e precisa de dados.


O Ministério Público de Pernambuco (MPPE) inaugurou, nesta terça-feira (12), o Laboratório de Tecnologia Contra a Lavagem de Dinheiro (LAB). Segundo o órgão, a partir do cruzamento de dados, o novo equipamento, sediado no Recife, terá como fazer uma análise mais precisa e agilizará as investigações de crimes como o tráfico de drogas e armas, bem como corrupção.

O laboratório está ligado ao Núcleo de Inteligência do MPPE. Segundo o órgão, ele proverá informações e ajudará setores como o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco).

“Serão entregues relatórios que auxiliarão bastante na fluidez e na qualidade da informação. Teremos uma resposta mais rápida e de uma forma mais efetiva”, comentou o promotor Fred Magalhães, membro do Gaeco. A criação do LAB foi assinada pelo procurador-geral de Justiça, Francisco Dirceu Barros, no dia 19 de outubro.

Entre os softwares utilizados pelos técnicos, o laboratório conta com o Sistema de Investigação de Movimentações Bancárias (Simba). Ele permite que dados complexos sejam analisados em velocidade bem maior, quando comparada ao tabalho desenvolvido por humanos.

Magalhães não conseguiu precisar o ganho de tempo que o Ministério Público terá com o laboratório. Porém, ressaltou que, muitas vezes, a apreciação dos dados levava meses para ser concluída, o que prejudicava a investigação.

“Antes, era mais manual. Os analistas trabalhavam com um arcaico sistema de análise de papel, que levava meses. Nesse passar do tempo, muitas vezes, se perdia o tempo da investigação. Muitas vezes, isso era prejudicial e um incentivo para a impunidade”, destacou.