Operação que mira fraude em licitações prende 11 pessoas no oeste do Paraná

Policiais civis e agentes da Receita Federal estão nas ruas na manhã desta quarta-feira (16) buscando os alvos


Policiais civis estão nas ruas, na manhã desta quarta-feira (16), cumprindo 11 mandados de prisão temporária. A ação mira fraude em licitações e ocorre em oito cidades do Paraná.

Empresários, “laranjas” e funcionários públicos estão entre os alvos. Ordens judiciais são cumpridas em prefeituras de municípios da região oeste.

Até as 8h15, oito pessoas tinham sido presas em Cascavel, no oeste.

Há mandados de prisão contra três servidores da Prefeitura de Missal. O G1 tenta contato com a administração municipal de Missal.

A operação é comandada pela Polícia Civil de Foz do Iguaçu e de Cascavel, no oeste do estado, em parceira com a Receita Federal e com a 1ª Promotoria de Medianeira.

26 mandados de busca

Além das ordens de prisão, há 26 mandados de busca e apreensão.

De acordo com a Polícia Civil, a associação criminosa causou prejuízo aos cofres públicos do Paraná de várias maneiras, com as fraudes nos processos licitatórios.

Até a publicação desta reportagem, não havia sido informado o número de alvos que já tinham sido localizados.

Onde são cumpridas as buscas?

  • Missal
  • Cascavel
  • Terra Roxa
  • Guaíra
  • Diamante do Sul
  • Pérola D’Oeste
  • Roncador
  • Catanduvas

Irregularidades

A Polícia Civil informou que as investigações, que culminaram na deflagração da operação nesta quarta-feira, começaram em março.

A suspeita é de que houve irregularidades na aquisição de peças de reposição de máquinas pesadas da frota de veículos da Prefeitura de Missal, conforme a Polícia Civil.

O que foi apurado até o momento, segundo a Polícia Civil, é que peças remanufaturadas foram recebidas como novas. De acordo com a Polícia Civil, houve também superfaturamento de preços e pagamento de peças que não eram entregues ou utilizadas.

Falso rodízio nas licitações

O grupo criminoso criava empresas de fachada em nome de “laranjas” para, conforme a Polícia Civil, fazer um falso rodízio os participantes de cada licitação.

Contudo, era a mesma empresa que há anos fornecia pelas a determinadas cidades, segundo a Polícia Civil. Dessa maneira, de acordo com a Polícia Civil, as práticas criminosas foram perpetuadas e os investigados enriqueceram ilicitamente.