Operação prende 38 pessoas. Cinco são policiais em SC

Até 5 milhões de carteiras eram vendidas pela quadrilha por mês, com a ajuda de PMs do Estado


Até o início da noite de ontem, 38 pessoas, sendo cinco policiais militares de SC, tinham sido presas nos três estados do Sul em uma operação de combate ao contrabando de cigarros. A estimativa é que a quadrilha movimentava R$ 5 milhões por mês.

– A projeção é de cinco milhões de pacotes por mês – calculou Rosa.

A primeira prisão foi ainda na noite de segunda-feira, em Santana do Livramento (RS). Em Santa Catarina, cinco policiais militares foram presos. Outras três pessoas, todas do Rio Grande do Sul, seguem foragidas.

Os 41 mandados de prisão preventiva foram expedidos pela Justiça Federal de São Miguel do Oeste.

Os presos foram encaminhados para a Polícia Federal de Dionísio Cerqueira. Lá, eles prestaram depoimento e foram levados para presídios do Oeste catarinense.

– É a maior operação contra contrabando de cigarros já realizada em Santa Catarina – disse o delegado da Polícia Federal Ildo Rosa.

Ele informou que os mentores da quadrilha, um de Foz do Iguaçu (PR) e outro de Frederico Westphalen (RS), estão entre os presos. A quadrilha fazia contato com contrabandistas do Paraguai em Foz do Iguaçu.

– A quadrilha negociava no idioma Guarani – informou o delegado.

Dois policiais paranaenses e cinco catarinenses facilitavam a passagem da droga, até o RS.

Além das prisões foram apreendidos quatro carros e uma motocicleta avaliada em R$ 50 mil, que seriam dos policiais paranaenses.

– Um deles tinha R$ 2,9 mil em dinheiro – afirmou Rosa

A operação envolveu 208 policiais, sendo 157 da Polícia Federal, 36 da Força Nacional e 15 da PM de SC.

Investigação começou há cerca de um ano

A ação de ontem faz parte da Operação Loki, em homenagem ao Deus nórdico do fogo e da trapaça. Ela se iniciou em junho do ano passsado e, nesse período, já havia apreendido 1,1 milhão de pacotes de cigarros e 39 veículos, entre eles dois caminhões e seis carros clonados.

Os presos podem ser indiciados por formação de quadrilha, contrabando e descaminho, que podem resultar em penas de dois a quatro anos de reclusão. A polícia não acredita que haja ramificações desta quadrilha. A partir de agora as investigações prosseguem para tentar confiscar o patrimônio que a quadrilha juntou com a atividade ilegal.