Operação Ponto Final: MP-GO denuncia três por lavagem de dinheiro


A Operação Ponto Final, que apura irregularidades na concessão de permissões e a cobrança de propina de comerciantes instalados em terminais do Eixo Anhanguera, em Goiânia, teve um novo capítulo nessa semana. O Ministério Público de Goiás ofereceu aditamento (complemento) à denúncia criminal. Nessa ação, os promotores de Justiça do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) acrescentaram a acusação por mais um crime, o de lavagem de dinheiro, contra três dos cinco denunciados: Carlos César Nunes Fernandes, Maurício Martins Rodrigues e Sandro Jadir Albuquerque. Os três foram presos na operação realizada pelo MP no final de agosto e continuam detidos.

Os três acusados já haviam sido denunciados pelos crimes de formação de quadrilha, concussão (a extorsão quando praticada por agente público) e corrupção passiva. Outras duas pessoas também foram relacionadas pelos promotores na peça acusatória inicial: os comerciantes Rafael Gouveia e Lincoln de Paula, donos da Construtora Nunes e Gouveia, responsável pela confecção das bancas padronizadas dos terminais.

Maurício Martins é presidente da Associação Evangélica dos Vendedores Ambulantes dos Terminais de Ônibus de Goiânia (Asevat) e Carlos César Nunes Fernandes, vulgo “Pastor Carlos”, vice-presidente da entidade, enquanto Sandro Jadir atuava como assessor da Diretoria Administrativa da Metrobus, empresa pública que explora o Eixo Anhanguera.

As investigações apuram que os três acusados teriam utilizado a compra de um veículo para “lavar” dinheiro extorquido de um dos comerciantes com banca em terminal.

(Com assessoria do Ministério Público)