Operação desarticula esquema de lavagem de dinheiro de facção criminosa no RJ

Carro de luxo no valor de R$ 500 mil, dinheiro e joias foram apreendidos. Foram cumpridos 40 mandados judiciais.


O “braço financeiro” de uma das principais facções criminosas do Rio de Janeiro foi desarticulado. A Polícia Civil prendeu, nesta sexta-feira (26), Thiego Raimundo dos Santos Silva, conhecido como TH, e Fabio Fernandes, que de acordo com os agentes era chamado de Parrudo. A investigação indica que a dupla “lavava” dinheiro do tráfico de drogas por meio de empresas, imóveis, veículos “laranjas”.

A dupla, de acordo com o delegado titular da Delegacia de Combate às Drogas (DCOD), Felipe Curi, movimentou cerca de R$ 7 milhões num período de dois anos e não tinha qualquer capacidade de comprovar lastro financeiro para isso. Segundo os policiais, Thiego e Fabio movimentaram cerca de 352 vezes mais o valor que declararam ao fisco.

“Essas pessoas não têm o menor lastro financeiro para movimentar essa quantia. O Fábio mora num apartamento no nome da irmã, que nem declara imposto de renda”, explicou Curi.

Durante a operação desta sexta, carros de luxo, dinheiro e joias foram apreendidos nas casas dos suspeitos. Entre os veículos apreendidos (que hoje estavam no pátio da Cidade da Polícia), havia um Jaguar avaliado em meio milhão de reais. O carro, segundo investigadores, pertence a Fabio que, inclusive, teria pago o veículo à vista e em espécie. Ainda foram apreendidas duas Range Rovers, carros que valem mais de R$ 100 mil.

Ao todo, foram cumpridos 40 mandados judiciais (5 de prisão, 34 de busca e apreensão e 1 de condução coercitiva). No total, participaram 60 policiais civis, de 4 delegados do Departamento Geral de Polícia Especializada – DGPE e do Laboratório de Tecnologia contra Lavagem de Dinheiro da Polícia Civil – LAB-LD .

A polícia apreendeu também computadores, tablets, notebooks, relógios, rádios transmissores, cordões, celulares e cadernos com anotações. Segundo os delegados, as anotações apreendidas ajudam a comprovar que há uma ligação entre a facção criminosa e Fabio e Thiego.

Além de Thiego e Fabio, a investigação, que durou seis meses, identificou outras pessoas que também atuavam na lavagem do dinheiro. O dinheiro do tráfico era recolhido em várias favelas do RJ como Muquiço, Acari, Serrinha, complexos da Maré e Camará, Vigário Geral, Parada de Lucas, entre outras. Todas, segundo a polícia, são dominadas pela mesma facção criminosa.