Operação da polícia contra rede de lavagem de dinheiro tem como alvo grupo comandado por presos no RS

Estão sendo cumpridas 87 ordens judiciais em São Leopoldo, Novo Hamburgo, Campo Bom, Lajeado e Porto Alegre. Polícia realiza o sequestro de cerca de R$ 4 milhões em bens. Até as 8h, quatro pessoas tinham sido presas


A Polícia Civil realiza uma operação na manhã desta sexta-feira (28) no Rio Grande do Sul para desarticular uma rede de lavagem de dinheiro comandada por presos. Estão sendo cumpridas 87 ordens judiciais – 23 mandados de busca e apreensão, sequestro de cinco imóveis de luxo, bloqueio de sete contas bancárias, cinco prisões temporárias e 47 quebras de sigilo bancário.

A polícia pediu o sequestro de aproximadamente R$ 4 milhões em bens. Até as 8h, quatro pessoas tinham sido presas.

As ações estão sendo feitas em São Leopoldo, Novo Hamburgo, Campo Bom, Lajeado e Porto Alegre. O grupo movimentava em torno de R$ 500 mil por semana, segundo as autoridades.

A investigação demorou cerca de 4 meses. A polícia descobriu que líderes regionais da facção utilizavam uma rede de laranjas para realizar a ocultação de bens adquiridos com dinheiro proveito do tráfico internacional de drogas e com a distribuição interna no Rio Grande do Sul.

Um dos suspeitos envolvido no esquema é um homem, de 31 anos, que está preso na Penitenciária de Alta Segurança de Charqueadas. Ele tem antecedentes por tráfico de drogas, associação para o tráfico, latrocínio, roubo, homicídio, associação criminosa, organização criminosa e porte de armas.

O homem é suspeito de comandar uma facção em Campo Bom e em outras cidades do Vale do Paranhana e da Serra Gaúcha. Segundo a polícia, ele é responsável pelas operações logísticas de entrada de drogas e armas no estado, como cocaína, crack e fuzis. Além disso, ele ordenava e executava assassinatos nestas regiões. Ele possui 13 indiciamentos por homicídios.

Segundo as investigações, o homem é associado a outro líder regional da facção, que atualmente está preso na Penitenciária Federal de Mossoró, no Rio Grande do Norte.

A polícia relatou que eles utilizavam como laranjas, não só familiares e comparsas, mas também amigos sem antecedentes policiais.