Operação da Polícia Civil mira lavagem de dinheiro do tráfico na Cidade de Deus

Operação Pró-Labore cumpre sete mandados de prisão e 29 de busca e apreensão contra envolvidos com o tráfico na Cidade de Deus, na Zona Oeste. Os alvos da ação lavaram R$ 5 milhões do tráfico comprando imóveis


A Polícia Civil, através da 32ª DP (Taquara), faz a Operação Pró-Labore, para cumprir sete mandados de prisão e 29 de busca e apreensão contra envolvidos com o tráfico na Cidade de Deus, na Zona Oeste. Os alvos da ação lavavam dinheiro do tráfico comprando imóveis e foi autorizado pela Justiça o sequestro de bens avaliados em R$ 5 milhões.
 
A operação conta com o apoio do Departamento Geral de Polícia da Capital (DGPC), Departamento Geral de Polícia (DGPE), Departamento-Geral de Investigação à Corrupção, ao Crime Organizado e à Lavagem de Dinheiro (DGICCORLD) e da Coordenadoria de Recursos Especiais (CORE).
 
Até o momento, cinco pessoas foram presas – incluindo a mulher do “contador do tráfico”, identificada como Adriana Ferreira, além de Luciene Ramos e José Luiz Martins, apontados como laranjas do esquema criminoso – cinco pessoas pessoas foram mortas durante confronto, seis armas foram apreendidas, 27 imóveis periciados, 58 pessoas conduzidas para depoimento, seis imóveis sequestrados, dois veículo de roubo recuperados e um apreendido.
 
A investigação apontou que os investigados lavavam o lucro do tráfico de drogas da Cidade de Deus através da compra de imóveis, usando laranjas, operadores e até advogados. Durante os setes meses que foi apurado os crimes, foi descoberta a aquisição de cerca de 29 imóveis, sendo pelo menos sete propriedades imobiliárias formais usando laranjas, enquanto os outros não foram formalizadas, no total de R$ 5 milhões. Foram ainda descobertos gastos de mais de R$ 500 mil em espécie.
 
Nesta primeira fase da operação, são cumpridos os mandados de prisão, busca e apreensão e medidas cautelares de sequestro dos bens imóveis adquiridos com dinheiro do tráfico de drogas, bem como sua imediata perícia e avaliação para alienação e reversão de ativos à Polícia Civil, passando os lucros de traficantes para ser usado “no combate à criminalidade”, diz a polícia.
 
“A presente investigação possui importância vital e estratégica no combate ao fluxo financeiro e poderio econômico de organizações criminosas que dominam territorialmente complexos de favelas no Rio de Janeiro, com atuação beligerante contra o poder publico e a sociedade civil. O foco principal foi perseguir e identificar o fluxo financeiro destas organizações e identificar os autores com domínio final do fato em comunidades carentes territorialmente dominadas por narcotraficantes”.