Operação contra jogos de azar, lavagem de dinheiro e corrupção prende dois policiais militares

Ação foi deflagrada nesta quarta-feira (17), em Curitiba, Colombo e Ponta Grossa; também foram apreendidos R$ 75 mil e U$ 466 em dinheiro.


O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) prendeu dois policiais militares e outras sete pessoas, nesta quarta-feira (17), em uma operação contra jogos de azar, lavagem de dinheiro e corrupção em Curitiba, Colombo, na região metropolitana, e Ponta Grossa, nos Campos Gerais.

Conforme o Gaeco, foram cumpridos 36 mandados de busca e apreensão, oito mandados de prisão preventiva e um de prisão temporária. Também foram apreendidos R$ 75 mil e U$ 466 em dinheiro.

“Houve a prisão preventiva dos dois policiais militares. Tendo em vista que são policias que participavam da organização criminosa e, em tese, recebiam valores para propiciar a proteção do grupo criminoso e também repassar informações a respeito de atividades da policia para a organização”, confirmou o promotor de Justiça Antônio Juliano Souza Albanez, coordenador do Gaeco de Ponta Grossa.

Um dos policiais é aposentado e outro atuava na Polícia Rodoviária Estadual (PRE) de Ponta Grossa. Também foi preso um advogado que trabalhava para a organização criminosa, de acordo com o Gaeco.

A operação apreendeu ainda 134 CPU´s e 158 máquinas caça-níqueis – que foram periciadas e destruídas –, 24 máquinas de jogos que foram periciadas e resguardadas para contraprova, celulares, HDs, cartões de memória, cartelas, balanços contábeis, maquinetas de cartão, cadernos com anotações de jogos, DVRs, caixas de bilhetes e troféus.

As ordens judiciais foram expedidas pela 1ª Vara Criminal de Ponta Grossa e pela Vara da Justiça Militar e resultam de uma investigação conduzida pelo Núcleos de Ponta Grossa do Grupo de Atuação Especializado no Combate ao Crime Organizado (Gaeco).

Os mandados de busca e apreensão são cumpridos em:

17 casas de Curitiba, Ponta Grossa e Colombo;
1 escritório de advocacia em Ponta Grossa;
2 estabelecimentos comerciais em Ponta Grossa;
2 estacionamento pertencente ao chefe da organização criminosa em Curitiba;
1 empresa de informática em Curitiba;
6 casas de jogos em Ponta Grossa;
8 casas de jogos em Curitiba.
As investigações tiveram início há cerca de um ano, com o desdobramento de uma operação que fechou uma casa de bingo em Ponta Grossa.

O G1 entrou em contato com a Polícia Militar. Veja a íntegra da nota enviada abaixo:

A Polícia Militar não compactua com desvios de conduta de seus integrantes e colaborou com as investigações feitas pelo GAECO por meio da atuação da Corregedoria da Polícia Militar, a qual prestou apoio no cumprimento dos mandados judiciais.

Um dos detidos é policial militar da reserva remunerada, ou seja, já cumpriu com o tempo de serviço ativo. O segundo é integrante do Batalhão de Polícia Rodoviária (BPRv) e está há 14 anos na Corporação.

Tão logo a Corporação receba formalmente a denúncia e os documentos do Ministério Público, será instaurado um procedimento administrativo para verificar as circunstâncias dos fatos e, caso seja comprovada responsabilidade, serão aplicados os instrumentos adequados de saneamento, correição e expurgo, na forma legal, sendo respeitados os direitos ao devido processo legal, à ampla defesa e ao contraditório”.