Operação abala pirataria

Apreensão de mídias falsificadas em janeiro atingiu 222,5 mil, um salto de 137% em relação a 2010


As autoridades brasileiras apreenderam 222,5 mil mídias falsificadas em janeiro, o que representa um salto de 137% em relação ao mesmo período do ano passado. O número de operações realizadas no início do ano (71) superou em 39% ante mesmo período do ano passado.

O resultado foi considerado recorde para o período, de acordo com a Associação Brasileira das Empresas de Software (Abes) e Entertainment Software Association (ESA).

O Rio de Janeiro foi a região a registrar o maior saldo de mídias capturadas, o equivalente a 170 mil CDs. Já na Internet, as ações resultaram na retirada do ar 32 sites dedicados à venda de softwares falsificados, além de 2,1 mil anúncios destinados a mesma finalidade, valores 39% e 50% maiores que os registrados no mesmo período de 2010, respectivamente. "Todas essas iniciativas, em conjunto, derrubaram o índice de pirataria em 8% nos últimos cinco anos", enfatizou Antônio Eduardo Mendes da Silva, coordenador do Grupo de Defesa da Propriedade Intelectual da Abes.

Segundo a Business Software Alliance (BSA), em 2009 a pirataria gerou perdas de 51 bilhões de dólares no mundo, sendo que somente no Brasil essa cifra chegou a 2,25 bilhões. Atualmente, o índice de pirataria de software no país é de 56%, ante média mundial de pouco mais de 40%, segundo a BSA.

Estudo feito pela BSA em parceria com a International Data Corporation (IDC) mostra que a redução da pirataria em dez pontos percentuais – num prazo de quatro anos – geraria um impacto positivo calculado em 142 bilhões de dólares para a economia mundial, criando quase 500 mil novos empregos. No Brasil, disso implicaria a adição de 3,9 bilhões de dólares ao Produto Interno Bruto.