Onze são indiciados por lavagem de dinheiro de quadrilha suspeita de tráfico de drogas e homicídios

Mais de 100 pessoas foram identificadas ou presas desde o início da investigação, em 2014. Quadrilha ficou conhecida pelo uso de um veículo blindado artesanalmente chamado de "caveirão da morte".


Onze pessoas foram indiciadas por lavagem de dinheiro com a conclusão da investigação referente à operação Clivium, que desarticulou uma organização criminosa que traficava drogas na Região Metropolitana de Porto Alegre. A informação foi divulgada pela Polícia Civil, na manhã desta quarta-feira (4).

A investigação principal foi desmembrada em mais 50 inquéritos, sendo que este último, teve como foco a lavagem de dinheiro. Um dos indiciados é apontado como líder da quadrilha está preso há quatro anos.

Desde o início das investigações, em 2014 foram identificados e presos, conforme a polícia, mais de 100 integrantes da quadrilha, que atuava principalmente nas cidades de Gravataí e Cachoeirinha.

De acordo com o delegado responsável pela investigação, Eduardo Hartz, a quadrilha teria lavado mais de R$ 1 milhão, “através da aquisição de oito casas, dois apartamentos, dois terrenos, 17 automóveis, dois caminhões, uma motocicleta e um ponto comercial”, disse o delegado.

Conforme a polícia, os bens foram adquiridos com dinheiro obtido por meio do tráfico de drogas, e a maioria era colocada em nome de outras pessoas que não estariam envolvidas com a quadrilha.

Desde o início da investigação foram realizadas diversas fases e operações. Em junho de 2015 uma das ações contou com a participação de 600 policiais, para o cumprimento de aproximadamente 200 ordens judiciais. Neste dia, 57 suspeitos foram presos.

A quadrilha utilizava um veículo blindado com chapas de ferro para executar pessoas rivais do bando, que era conhecido como “caveirão da morte”. O carro foi apreendido pela polícia em novembro de 2015.

Conforme o delegado Endrigo Marques, o foco da investigação foi a “descapitalização” do crime organizado.