Nova fase de operação apura fraudes em licenças ambientais em Minas

Esta é a terceira fase da operação "Curupira" e a Polícia Civil investiga fraudes nas concessões de licenças ambientais por parte da Prefeitura de Mariana


Mais documentos são recolhidos, nesta quarta-feira (18), na nova fase da investigação que apura fraudes nas concessões de licenças ambientais por parte da Prefeitura de Mariana, na região Central de Minas Gerais. Setores do Departamento de Documentação e Arquivo do órgão municipal estão entre os alvos de dois mandados de busca e apreensão. 

Ao longo da manhã, papéis e documentos mantidos sob custódia do município foram apreendidos por agentes do Departamento Estadual de Investigação de Crimes contra o Meio Ambiente (Dema). A terceira fase da operação “Curupira”, segundo Luiz Otávio Paulon, delegado responsável pelo inquérito, tem como objetivo proporcionar avanços às investigações para que o processo seja encerrado.

“Demos mais um passo nas apurações e investigações ligadas a possíveis fraudes na concessão de licenças ambientais. Iremos avaliar e analisar todos os materiais apreendidos na data de hoje para a conclusão do inquérito”, pontua.

Secretário é suspeito no esquema 

O início das investigações se referiam à suspeita de que a mineradora Transthomasi extraía ilegalmente recursos naturais. Agentes apuraram o envolvimento de funcionários da companhia em crimes de extração de minério de ferro, falsidade ideológica em documentos ambientais, associação criminosa e até intervenção em área de preservação. 

Ainda em maio, a primeira fase cumpriu mandatos de prisão temporária e busca e apreensaõ  em Belo Horizonte, Barão de Cocais, Santa Bárbara e Mariana. Eram nesses municípios que responsáveis pela empresa de mineração viviam ou mantinham atuação criminosa. 

Três meses após, a Polícia Civil deflagrou uma nova fase da operação Áquela ocasião, por sua vez, foramna Secretaria Municipal de Meio Amabiente e Desenvolvimento Sustentável da Prefeitura de Mariana.  cumpridos mandatos de busca e apreensaão.

As casas do Secretário de Meio Ambiente e até de fiscais do município também estavam entre os alvos das buscas, dado a suposta ligação destes com as fraudes na concessão de licenças e na fiscalização ambiental.