Mulher de empresário investigado pela Lava Jato é presa no Rio

Adriana Verbicario foi detida ao tentar entrar no país. Seu marido, Felipe Paiva, é suspeito de integrar um esquema de fraude no sistema penitenciário do RJ


Adriana Verbicario, mulher do empresário Felipe Paiva, suspeito de integrar um esquema de fraude no sistema penitenciário do Rio de Janeiro, foi presa no aeroporto do Galeão, ao tentar entrar no país, na tarde desta quinta-feira (4). O marido dela é investigado pela Lava Jato echegou a ser preso em Portugal no dia 12 de fevereiro, mas foi solto um dia depois porque também é cidadão português.

Paiva era procurado desde março do ano passado, envolvido na Operação Pão Nosso.

Operação Pão Nosso

Felipe Paiva estava foragido desde 13 de março de 2018. Ele é suspeito de integrar um esquema que teria desviado R$ 73 milhões dos cofres públicos com superfaturamento e fraude no fornecimento de pão para os presos das cadeias estaduais.

As irregularidades envolvem o funcionamento de padarias dentro do complexo de Bangu. A operação, batizada de Pão Nosso, foi desencadeada a partir de reportagens exibidas pelo jornalismo da TV Globo.

As irregularidades envolvem o funcionamento de padarias dentro do complexo de Bangu. A operação, batizada de Pão Nosso, foi desencadeada a partir de reportagens exibidas pelo jornalismo da TV Globo.

A fraude foi descoberta depois que uma auditoria do Tribunal de Contas do Estado (TCE) apontou que os contribuintes pagavam duas vezes pelo pão fornecido aos presos: na compra dos ingredientes e pelos pães prontos. Um contrato era para o fornecimento do pão, e outro, de valor ainda maior, para comprar os ingredientes.

De acordo com a investigação, uma organização sem fins lucrativos chamada Iniciativa Primus instalou máquinas para a fabricação de pães dentro do presídio, usou a mão de obra dos presos, energia elétrica, água, ingredientes fornecidos pelo estado – ainda cobrava pelo pãozinho.

Felipe Paiva é apontado como sócio oculto da Iniciativa Primus. Ele também foi dono da empresa anterior que fazia o mesmo trabalho com a Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap), a Induspan.