Moro defende uso de agentes disfarçados contra crime organizado


O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, defendeu neste domingo, em sua conta no Twitter, o ponto do projeto de lei anticrime que autoriza que agentes policiais disfarçados interajam com organizações criminosas para colher provas de crimes como tráfico de drogas, de armas e lavagem de dinheiro.

“Já assistiu aqueles filmes norte-americanos com agentes policiais disfarçados infiltrando-se em gangues de criminosos, traficantes ou corruptos? Como Donnie Brasco ou The Infiltrator e que retratam casos reais?”, perguntou Moro a seus seguidores. “Pois bem, precisamos deixar a lei brasileira mais clara para que agentes policiais no Brasil possam fazer o mesmo”.

Segundo o ministro, o projeto de lei anticrime deixa claro que a participação de um policial disfarçado em uma operação de lavagem não exclui o crime. “Os projetos regulam a escuta ambiental e autorizam de forma clara que agentes policiais disfarçados possam interagir com organizações criminosas para colher provas de crimes como tráfico de drogas, 

O objetivo, disse, é melhorar a lei para permitir que agentes policiais brasileiros possam atuar de maneira disfarçada e revelar grandes esquemas de venda de drogas, armas ou de lavagem de dinheiro e que o criminoso assim descoberto vá para a prisão.

Ainda segundo Moro, além da possibilidade da participação de agentes disfarçados, é preciso investir em treinamento e capacitação dos policiais. “Alerta, o objetivo é revelar esquemas criminoso pré-existentes e expor organizações criminosas, uma armadilha para o criminoso incauto. Funciona lá fora, vai funcionar aqui”, afirmou.

O pacote anticrime, com três projetos, foi apresentado à Câmara dos Deputados em fevereiro. Após atritos com o presidente da Casa, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), o trâmite do projeto foi destravado. Na próxima terça-feira, 9, o ministro irá à Câmara para participar de uma reunião fechada com os deputados do grupo de trabalho responsável pela análi