Membros do partido de Berlusconi são presos em operação anti-máfia


A polícia italiana prendeu dois candidatos do partido do governo do premier Silvio Berlusconi, o Povo da Liberdade (PDL), em uma operação realizada hoje contra a Camorra, a máfia napolitana, na qual deteve 40 pessoas no total.

Os dois membros do PDL, Armando Chiaro e Salvatore Camerlingo, são candidatos ao conselho municipal de Quarto, na província de Nápoles, sul da Itália.

Chiaro foi definido pela polícia como um colarinho branco e é acusado de ter emprestado seu nome ao clã Polverino para que fossem registrados imóveis em seu nome. Ele é considerado um elemento de destaque da organização e já teve a prisão preventiva decretada anteriormente.

Camerlingo é um primo do chefe do clã, Salvatore Liccardi, e é acusado de tráfico de drogas e detenção ilegal de armas, além de ser considerado um "homem de ordem do clã".

Segundo os agentes, as pessoas presas pertencem ao clã Polverino e são acusadas de associação mafiosa, tentativa de homicídio, extorsões, usura, detenção ilícita de armas, tráfico e comercialização de estupefacientes, transferências fraudulentas e porte injustificado de valores e investimentos de capitais de proveniência ilícita em atividades imobiliárias, comerciais e financeiras.

A operação foi realizada após uma investigação que teve início em 2007 pela Direção Distrital Antimáfia de Nápoles com a cooperação da Unidade Central Operativa da Guarda Espanhola.

A investigação permitiu identificar os chefes e membros do clã Polverino, que controla as atividades comerciais e imobiliárias na Itália e na Espanha e administra o tráfico de drogas da Espanha para a Itália para o fornecimento de locais na cidade de Nápoles.