Lavagem nos EUA afeta agência do HSBC em Corumbá

Plano de recuar no setor do varejo, com o fechamento de agências no Brasil, já havia sido anunciado em 2012 pela direção do banco; bilhões em dinheiro sujo de traficantes mexicanos e até de terroristas da Al-Qaeda ficavam limpos em seus cofres.


O bilionário escândalo de lavagem de dinheiro envolvendo o banco HSBC nos Estados Unidos pode acelerar, no Brasil, a redução da presença dessa bandeira no setor de varejo, com o fechamento de agências. A direção do banco no País já havia anunciado a decisão de concrentrar negócios entre clientes de alta renda, mas o tamanho do estrago que pode levar até mesmo à cassação da licença para o HSBC funcionar nos EUA terá reflexos na operação global da instituição.

Com sede nacional no Paraná, o britânico HSBC se estabeleceu aqui pela incorporação do quebrado Bamerindus, em 1997, numa operação obscura que envolveu milhões em dinheiro público.

A correria dos clientes após a confirmação de que a única agência do HSBC em Corumbá será fechada no dia 13 de setembro foi grande, mesmo sem receber ainda a informação via correio ou telefone o transtorno é só parte do iceberg que os clientes estão encontrando para o atendimento.

De acordo com informações, todas as agências de fronteira do HSBC serão fechadas, mesmo fato ocorreu no mesmo período do ano passado na agência de Ponta Porã, divisa com o Paraguai. Ao que tudo indica, a agência segue um cronograma de segurança relacionado à movimentações bancárias em fronteiras. Ao todo foram demitidos aproximadamente cinco funcionários e outros três foram remanejados para outras agências.

Todas as contas ainda em aberto estão sendo remanejadas para a cidade de Miranda, localização da agência mais próxima a Corumbá e aqueles que estão inadimplentes com o Banco encontram dificuldades para fechamento da conta enquanto não saldarem a dívida.