Justiça federal condena 15 pessoas investigadas na Operação Midas

Entre os condenados está o ex-procurador chefe do INSS, que deverá cumprir 12 anos de prisão


O juiz federal da 5ª Vara de Mato Grosso, José Pires da Cunha, condenou 15 pessoas acusadas de fraudar a Previdência Social. Eles foram processados pelos crimes de corrupção ativa e passiva, formação de quadrilha e lavagem de dinheiro. Entre os condenados estão servidores públicos, empresários e advogados. 
 
O ex-procurador chefe do INSS, Álvaro Marçal Mendonça, foi condenado a 12 anos de prisão por ter se utilizado do cargo para beneficiar empresas devedoras do INSS, emitir pareceres negociados e certidões negativas de débito de forma indevida. Marçal foi preso na chamada Operação Midas, da Polícia Federal, em 2003.
 
Empresas com dívidas de até R$ 125 milhões foram beneficiadas. De acordo com a justiça, escritórios de advocacia recebiam pagamentos de até R$ 7 milhões a título de honorários que, na verdade, eram destinados para corromper funcionários públicos.
 
O juiz também determinou a perda do cargo do procurador. Entre os condenados também estão os advogados Rodrigo Jorge, Habib Tamer Badião e Feiez Gattaz Júnior. Wandimilso Miguel dos Anjos, apontado como lobista, recebeu a segunda maior pena – sete anos de reclusão.