Justiça condena ex-chefe do PCC por lavagem de dinheiro

Walter Benedito de Oliveira foi condenado a 4 anos e um mês de prisão por lavagem de dinheiro; ele poderá recorrer da sentença em liberdade


A juíza da 5ª Vara Criminal de Rio Preto, Maria Letícia Pozzi Buassi, condenou Walter Benedito de Oliveira, conhecido como “Geral da 17”, a quatro anos e um mês de prisão, em regime fechado, pelo crime de lavagem de dinheiro. A ação tramitava na Justiça desde 2008. Walter já havia sido condenado pelos crimes de tráfico, associação ao tráfico, formação de quadrilha e homicídio qualificado.

Há dez anos, em 2008, investigação da Polícia Civil apontou Walter como sendo líder da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC), em Rio Preto e responsável por abastecer o tráfico de drogas na região. A Justiça entendeu que as movimentações em contas bancárias era feita com dinheiro do tráfico. O acusado poderá recorrer da decisão em liberdade. Outros quatro investigados foram absolvidos pela Justiça estadual.

As investigações da Delegacia de Investigações sobre Entorpecentes (Dise) apontaram que ele e outros integrantes da quadrilha se associaram ao crime organizado em 2007 para traficar na região de Rio Preto. O grupo utilizava mulheres e adolescentes para o transporte de drogas. O acusado coordenava as atividades da facção criminosa em toda região com código de área 17, motivo qual recebeu o apelido “Geral da 17”.

O Diário da Região tentou entrar em contato com a advogada de Walter, mas não teve sucesso.

Peruana executada

Em 2004, Walter foi condenado pelo Tribunal do Júri de Rio Preto a uma pena de 21 anos e três meses de reclusão pelo homicídio da advogada peruana Jeanette Lydia Escajadillo Santillan e também por formação de quadrilha.

Ele foi acusado de integrar uma quadrilha de 12 pessoas que teriam premeditado o assassinato da advogada. Ela foi assassinada com 12 tiros e seu corpo foi encontrado carbonizado dentro de de um Fusca que estava em nome do marido dela, num sítio em Jaci, nas proximidades da rodovia BR-153. O reconhecimento do corpo só foi possível depois de um exame de DNA. A advogada teria sido morta porque teria descoberto o envolvimento do marido com a quadrilha ao chegar no Brasil em janeiro de 2002, e ele tinha medo que ela denunciasse o esquema criminoso à polícia.