Juiz aceita denúncia e torna réus 17 investigados em apuração sobre propina no Banco Brasília

Operação Circus Maximus apura irregularidades em fundos de investimento. Acusações são sobre crimes contra o sistema financeiro, corrupção, lavagem de dinheiro e gestão temerária.


O juiz Vallisney de Oliveira, da 10ª Vara de Justiça Federal em Brasília, aceitou denúncia oferecida pelo Ministério Público Federal contra 17 pessoas investigadas na operação Circus Maximus – que apura crimes cometidos por dirigentes do Banco de Brasília (BRB).

A operação investiga um esquema de pagamento de propinas a diretores e ex-diretores do BRB em troca de investimentos em projetos como o do extinto Trump Hotel, no Rio de Janeiro, atualmente LSH Lifestyle. De acordo com os investigadores, uma organização criminosa atuava no banco desde 2014.

Na denúncia, aceita pela Justiça, os procuradores pediram a condenação dos 17 investigados por supostas ilegalidades envolvendo investimentos realizados pelo BRB. Os denunciados se tornaram réus por crimes contra o sistema financeiro, gestão fraudulenta, corrupção, lavagem de dinheiro, entre outros.

Segundo as investigações, o esquema gerou um prejuízo de aproximadamente R$ 348 milhões ao BRB, participantes de fundos de pensão e regimes de previdência, poupadores e ao sistema financeiro nacional.

Na denúncia, os procuradores pedem, além da condenação dos envolvidos, o confisco de valores, bem como uma indenização correspondente ao triplo das quantias desviadas por cada um, por danos materiais, morais e sociais causados.

Na decisão, o juiz federal Vallisney de Oliveira afirmou que “está demonstrada até agora a plausibilidade das alegações contidas na denúncia em face da circunstanciada exposição dos fatos tidos por criminosos e as descrições das condutas em correspondência aos elementos que instruem a denúncia”.

À época da denúncia, o BRB informou por meio de nota que “colabora integralmente com todas autoridades competentes” e que está adotando “todas as medidas judiciais cabíveis visando preservar o banco e suas controladas”.

Com a decisão do juiz federal, se tornaram réus no caso: Adonis Assumpção Pereira Júnior, Adriana Fernandes Bijara Cuoco, Arthur César de Menezes Soares Filho, Dilton Castro Junqueira Barbosa, Diogo Rodrigues Cuoco, Felipe Bedran Calil, Felipe Bedran Calil Filho, Henrique Domingues Neto, Henrique Leite Domingues, Nathana Martins Bedran Calil, Nilban de Melo Júnior, Paul Elie Altit, Paulo Renato de Oliveira Figueiredo Filho, Paulo Ricardo Baqueiro de Melo, Ricardo Luís Peixoto Leal, Ricardo Siqueira Rodrigues, Vasco Cunha Gonçalves.