Golpistas dão desfalque de R$ 1 milhão

Polícia identificou parte de um grupo especializado em conseguir financiamento para compra de veículos pesados. Prejuízo foi bancário.


A Polícia Civil identificou integrantes de uma quadrilha de golpistas que, usando documentos falsos, conseguiram uma série de financiamentos para compra de maquinários, caminhões, picapes e máquinas para serraria. O golpe supera R$ 1 milhão. 

Com a liberação do dinheiro, os veículos e equipamentos foram comprados, mas a agência bancária suspeitou dos clientes e acionou a Delegacia de Repressão a Roubos e Furtos de Veículos (DERRFVA), que localizou um caminhão e uma pá-carregadeira que estavam escondidos num galpão num bairro de Cuiabá. 

Segundo o chefe de operações, policial civil Wladimire Lima Barros, a quadrilha utilizou documentos falsos, assim como endereços e nomes. “Nomes de empresas, rendimentos, nomes dos beneficiados, tudo era falso. Nem sabemos os verdadeiros nomes dos envolvidos que já estão identificados”, explicou. 

Wladimire acrescentou que o golpe foi aplicado no final do ano passado e, há algumas semanas, o dinheiro foi liberado. Como surgiram dúvidas quando da checagem de alguns endereços e documentos, os funcionários da agência bancária desconfiaram e ligaram para a delegacia. 

Além da pá-carregadeira e do caminhão, os falsários compraram também duas picapes Fiat Strada, dois caminhões biarticulados para transportar madeira e equipamentos de corte e processamento de madeira, usados em serrarias. As suspeitas apontam que o bando iria revender os veículos e a minisserraria para algum agropecuarista do norte do Estado ou mesmo alguém ligado ao comércio de madeira em geral. 

“Somente a pá-carregadeira está avaliada em cerca de R$ 350 mil. Com certeza, já tinham o receptador engatilhado. Quem ficaria com o prejuízo mesmo seria a agência bancária, porque a empresa que vendeu já recebeu”, observou o policial. As duas picapes e os dois caminhões não foram localizados. 

Conforme as investigações, a quadrilha se articulou no final do ano passado em Cuiabá com uma série de documentos falsos. A intenção deles seria fazer diversos financiamentos. Os produtos comprados seriam revendidos a preço abaixo do praticado pelo mercado. Como não iriam pagar nada, os falsários iriam ter um lucro razoável. 

Wlademire adiantou que os ladrões já estão identificados, mas o paradeiro deles ainda é incerto. “Golpista não para. Com certeza já devem estar em outra localidade praticando algum estelionato”, frisou.