FMI destaca transparência no Banco Central


O Fundo Monetário Internacional (FMI) apontou que houve uma pressão em países da América Latina para melhorar a transparência dos bancos centrais. O órgão destacou que isso ocorreu principalmente no aperfeiçoamento dos sistemas de comunicação com o público que se tornaram mais detalhados no Brasil e no México.
Nos dois países, passaram a ser fornecidas explicações mais abrangentes por trás das políticas e de riscos inflacionários, afirmou Juan Yépez, economista da Divisão de Estudos Regionais do Departamento do Hemisfério Ocidental do FMI.

“Embora a transparência seja boa, documentos densos e verbosos, no entanto, não são. Eles tendem a ser confusos para o leitor e podem aumentar a incerteza sobre futuras ações de política”, disse Yépez, que é equatoriano. “Nós descobrimos que, quando os bancos se comunicam na linguagem mais compreendida pelo público, em geral, as suas decisões são vistas como mais previsíveis e confiáveis”, completou ele, após participar da reunião anual do FMI na Indonésia, concluída no domingo.

Depois de analisar os papéis de comunicação dos bancos centrais em vários países, o FMI criticou as comunicações feitas no Chile e no Peru, que são descritas como menores em comparação às realizadas em outras nações da América Latina. “Os bancos centrais precisam ser mais transparentes e fornecer aos mercados orientação explícita e clareza”, defendeu Yépez.
Para ele, essas informações devem envolver recentes desenvolvimentos econômicos externos, domésticos e as perspectivas do banco central sobre crescimentos, inflação e desemprego. No caso de inflação, caberia aos bancos apontar os balanços de riscos.

Também seria importante revelar as expectativas sobre taxas de juros tanto no caso de aumento quanto de queda. Houve ainda a recomendação de os bancos centrais darem orientações sobre a direção de política monetária e darem destaques aos seus objetivos em cada país.