Ex-prefeito de NY alerta para o terror

Rudy Giuliani estava no comando da cidade nos atentados de 11/9 e é contratado do Rio como consultor de segurança


O Brasil precisa assumir que a Copa de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016 podem ser potenciais alvos de ataques terroristas. O alerta é do ex-prefeito de Nova York, Rudy Giuliani, no comando da cidade americana durante os atentados de 11 de setembro de 2001. Giuliani foi contratado como conselheiro do Rio para a segurança da Olimpíada e, apesar de elogiar o trabalho do Brasil, insiste que o perigo não é apenas ficção.

"É necessário assumir que um ataque terrorista que tenha como alvo um dos dois eventos poderia ocorrer", declarou. "Quando um país vai sediar os Jogos Olímpicos ou a Copa do Mundo, os problemas do mundo são importados ao país e é isso que vai ocorrer no Brasil", disse nesta quarta em Genebra. Sua avaliação é de que, para um grupo terrorista, atacar os Jogos seria de um "simbolismo maior" que a Copa do Mundo, por seu caráter universal e por contar com maior número de países participantes.

"Organizar esses eventos trará benefícios para a reputação do Brasil, como uma nova potência econômica e como um país que tem futuro. Mas, se algo de errado ocorrer, como um ataque terrorista ou um crime, então todo o bom trabalho ficará destruído."

Segundo Giuliani, o Brasil deve focar seus esforços para montar uma base de inteligência sólida e cooperar com outros governos para identificar quem entra em seu território. "Isso começa a ser feito. O aparato de inteligência é fundamental", afirmou. "O Brasil não saberia quem seriam os terroristas que poderiam atacar. Por isso deve coletar inteligência e promover uma cooperação intensa com outros países."

Outro desafio apontado por Giuliani é o crime organizado. "O governo do Rio está fazendo o possível para limpar as favelas", declarou. "Reconheço que o problema no Rio é mais difícil de ser tratado que o desafio que eu tive em Nova York com o crime", comparou. "Em Nova York, o crime estava em bairros e bastava ir até lá e buscar. No Rio, o crime está nos morros, o que sempre é mais complicado."