Ex-diretor da PDVSA assume culpa por lavagem de dinheiro nos EUA

Diretores da estatal venezuelana pediam subornos a investidores e empresas energéticas.


Um ex-diretor da petroleira estatal venezuelana PDVSA se declarou culpado nos Estados Unidos de lavagem de dinheiro por meio de um sistema organizado de propinas, anunciaram nesta quinta-feira (19) as autoridades americanas.

O cidadão venezuelano César Rincón, de 50 anos, reconheceu as acusações em um tribunal federal de Houston, Texas, segundo comunicado do Departamento de Justiça.

Rincón, extraditado da Espanha, onde morava, para os Estados Unidos após sua prisão em outubro de 2017, tem que pagar uma multa de mais de US$ 7 milhões, que corresponde às somas recebidas por meio deste sistema de propinas. Sua pena será anunciada em 9 de julho.

De acordo com as autoridades americanas, entre janeiro de 2012 e junho de 2013, Rincón e outros cinco diretores da PDVSA e de agências estatais venezuelanas começaram a executar um mecanismo para lavar dinheiro em Caracas.

Na prática, eles pediam subornos a investidores e empresas energéticas , prometendo contratos com a PDVSA em troca.

Cesar Rincón admitiu ter pessoalmente aceitado propinas de Roberto Rincón, de 57 anos, morador do Texas, e de Abraham Jose Shiera, de 54 anos, de Coral Gables, Flórida.

As denúncias foram feitas no âmbito de uma investigação cuja base jurídica é a Foreign Corrupt Practices Act (FCPA), uma lei americana sobre práticas de corrupção no exterior.

O Departamento de Justiça também tem ações contra os quatro cúmplices de Cesar Rincón: Luis Carlos de Leon, de 41 anos; Nervis Villalobos, de 50; Alejandro Isturiz, de 33; e Rafael Ernesto Reiter, de 39. O primeiro foi extraditado em 9 de março da Espanha para os Estados Unidos, enquanto Villalobos e Reiter esperam ser extraditados, e Isturiz, segundo autoridades americanas, continua em liberdade.

Ao todo, 11 pessoas já assumiram a culpa nesta ampla investigação, segundo o departamento.