Estados Unidos acham que Portugal serve para lavagem de dinheiro

Relatório indica que autoridades portuguesas devem preocupar-se com “avultados investimentos suspeitos” de cidadãos angolanos. Considera ainda que Portugal é porta de entrada de tráfico de droga


Portugal deve continuar a preocupar-se com os “avultados investimentos suspeitos” de cidadãos angolanos em imóveis de luxo, empresas e instituições financeiras, segundo um relatório do Departamento de Estado norte-americano.

O Relatório de Estratégia Internacional de Controlo de Narcóticos 2017 indica que o Governo português deve continuar a monitorizar os investimentos angolanos em Portugal em diversas áreas como imóveis de luxo, instituições financeiras e empresas.

“Portugal funciona como uma placa giratória (hub) para a lavagem de dinheiro ilícito por parte da classe dirigente angolana”, é uma das suspeitas levantadas pelo Departamento de Estado norte-americano.

De acordo com o documento, os esforços de monitorização por parte das autoridades das influências políticas e económicas de vários grupos chineses com interesses em Portugal também aumentaram.

Tráfico de droga

O relatório, que traça o perfil de quase 90 países no que se refere aos circuitos de lavagem de dinheiro proveniente da droga, define Portugal como um dos países de trânsito do tráfico internacional.

A extensa costa do país, as vastas águas territoriais e as relações privilegiadas com os países da América do Sul e da África lusófona fazem de Portugal uma porta de entrada para a cocaína sul-americana e um dos pontos de transbordo para drogas que entram na Europa desde a África Ocidental, segundo o relatório.