Escritório de escândalo dos ‘Panama papers’ encerra operações


O escritório panamenho de advogados Mossack Fonseca, vinculado ao escândalo dos “Panama papers”, que revelou como personalidades de todo o mundo haviam criado sociedades anônimas para evadir impostos, anunciou nesta quarta-feira o fim de suas operações.

“A deterioração de reputação, a campanha midiática, o cerco financeiro e as atuações irregulares de algumas autoridades panamenhas, geraram um dano irreparável, cuja consequência é o encerramento total de operações ao público ao final deste mês”, disse em um comunicado o escritório panamenho.

A nota acrescenta, no entanto, que “um reduzido grupo de colaboradores continuará atendendo solicitações e consultas das autoridades, assim como de outros entes públicos e privados.

No dia 3 de abril de 2016 veio à tona o escândalo dos “Panama papers”, um vazamento de 11,5 milhões de arquivos digitais do escritório firma Mossack Fonseca que revelou como personalidades do mundo criaram empresas offshore na tentativa de evadir impostos.

Os dados foram obtidos pelo jornal alemão Sueddeutsche Zietung, que os compartilhou com o Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos (ICIJ, na sigla em inglês), e foram divulgados por vários veículos de mídia. As revelações continuam aparecendo.

Em agosto do ano passado, Jürgen Mossack, um dos fundadores do escritório, reconheceu que escritório teve que fechar a maioria de suas filiais no exterior pela queda de atividade, causada pela falta de credibilidade após a publicação.

Pelo menos 150 investigações foram abertas em 79 países para examinar possíveis casos de evasão fiscal e lavagem de dinheiro, segundo o Centro de Integridade Pública, organização americana sem fins lucrativos.