Entrelinhas


# O que é a política…Após todos os sobressaltos em Foz do Iguaçu, enfim oficializa seu prefeito Chico Brasileiro. Como ele era deputado, assume o suplente delegado Rubens Recalcatti que é réu por suposto assassinato.

# Pergunta que não quer calar:- O que fará Reni Pereira a partir de agora? Voltará para a Receita Estadual ou ficará fazendo chamego para a esposa Cláudia que é deputada e anda por aí mostrando serviço e nem fica vermelha?

# E quem não quer pagar o pato sozinho é o ex-ministro Antonio Palocci que para reduzir sua pena está tabulando delação premiada e com certeza vai delatar mais gente beneficiada no esquema de corrupção empresários, banqueiros , políticos e até o presidente Lula. Será?

# Assustadora a constatação de que a propina paga pela Odebrechet em troca de favores políticos à empreiteira, movimentou mais de R$ 10,6 bilhões entre 2006 a 2014 que corresponde ao PIB de 33 países incluídos numa lista de 217 no ranking do Banco Mundial segundo dados do FMI.

# Imaginem…em alguns municípios do país, o número de atestados médicos solicitados por servidores públicos chega ser de 10 a 15 vezes maior que a média da iniciativa privada, o que compromete a eficiência dos serviços e onera os cofres públicos sem produtividade- isto passou a ser regra “de folgados” porque não podem ser demitidos.

# Em “Família” indica que pais & filhos, marido & mulher estão na lista de investigados na Lava Jato. Senador Renan Calheiros e o filho governador de Alagoas, Lula e os filhos Lulinha e Luiz Cláudio, governador Tião Viana e o irmão Jorge Viana, senadora Grazziotin e o marido Bezerra, senadora Kátia e o marido Moisés, além do casal Paulo Bernardo e senadora Gleisi.

# Para Alexandre Botelho diretor e especialista em Prevenção à Lavagem de Dinheiro da AML Consulting a “ Lava Jato mostrou que crimes de colarinho branco também levam para a cadeia, independentemente da capacidade, influência e dos honorários de advogados.”

# Não é piada, todos os benificiários da propina repassada pela Odebrecht eram identificados com codinomes, alguns hilários outros comprometedores. Renan Calheiros era “Justiça”, Romero Jucá “Caju”, Eduardo Cunha “Caranguejo”, Moreira Franco “Angorá”, Gim Agnelo” Campari”, José Agripino “Gripado”, Rodrigo Maia “Botafogo”, Antonio Britto “Misericórdia”, Inaldo Leitão “Todo Feio”, Lidice da Mata “Feia”,Jutahy Magalhães “Moleza”, e Geisi Hoffmann ”Coxa” e “Amante”. Brincadeira com nossa cara…

# Se é para estabelecer teto constitucional de R$ 33,7 mil  que seja para todas as categorias , mas sabe-se que não vai ser assim, a começar pela classe politica, seguindo-se àqueles que tem dois cargos valendo o teto constitucional para cada cargo e não para o valor total dos vencimentos. E se fica discutindo “merecas”. Mais anos de contribuição e limite de idade para quem recebe um salário mínimo nacional de 937,00-além das restrições das aposentadorias especiais que só no Paraná foram cortadas cerca da metade.

# De onde vem tanto dinheiro…Vazou que em São Paulo, modelo de SUV direto da Itália tem fila de espera. O utilitário esportivo não sai menos de R$ 650 mil. Um trabalhador que ganha o mínimo levaria 55 anos trabalhando só para pagar o carro. Até que não acordarmos de que é preciso fomentar a igualdade social através da educação e oportunidades, viveremos  cada vez mais inseguros por mais investimentos que se faça para segurança

# Essa é de arrepiar apontada por Rogério Murilo deputado relator do projeto de reforma trabalhista: “Temos 17.082 sindicatos,enquanto a Argentina tem 100. Existe um da indústria naval no Macapá e lá não tem mar’. Considerando que o Brasil tem mais de 200 milhões de habitantes e a Argentina cerca de 40 milhões, mesmo assim a diferença é exorbitante.

# O ideal, por enquanto, políticos não comparecerem em atos públicos e muito menos fazerem uso da palavra em eventos para não serem vaiados. Isso  já aconteceu com o presidente Temer na abertura das Olimpíadas e se repete agora na posse do novo prefeito de Foz do Iguaçu. Ministros presentes ao mencionarem o nome de Temer levaram sonoras vaias, mas também a turma do governador Beto Richa – Nem Ratinho se livrou.

# O humorista Genildo Ronchi diz: “Greve não é baderna de vagabundos. É um termômetro acusando a febre alta da sociedade adoentada pelos parasitas do poder que sugam suas forças”.