Empresários alvos da PF respondem pelo crime de lavagem de dinheiro e fraudes no Amazonas


A operação da Polícia Federal (PF) deflagrada na manhã desta terça-feira (30), é uma nova fase da Maus Caminhos, chamada de Operação Eminência Parda, que investiga a prática de crimes de peculato, lavagem de capitais e organização criminosa. Dentre os principais envolvidos nos fatos investigados pela PF, estão um empresário pecuarista com atuação em Boca do Acre e Manaus, e seu cunhado, também empresário, que atua no ramo de fornecimento de refeições. A PF não informa nomes, mas os alvos seriam os empresários José Lopes e Gustavo Henrique Macário Bento. 

De acordo com o Inquérito Policial instaurado para investigar os fatos, os dois envolvidos teriam utilizado de uma empresa fornecedora de refeições para, em conluio com o então administrador de uma organização da sociedade civil de interesse público (OSCIP) que atuava na administração de hospitais e serviços médicos hospitalares no Estado do Amazonas, desviar recursos públicos federais, mediante a simulação de serviços e outras fraudes, como a prática de sobrepreço, que possibilitaram pagamentos indevidos reiteradas vezes. 

Além disso, a investigação criminal também possibilitou a descoberta da possível prática de crime de lavagem de dinheiro por parte do empresário que atua no ramo da pecuária, em cooperação com outros investigados da operação Maus Caminhos. De acordo com as provas obtidas, o empresário teria chegado a receber periodicamente e em espécie, a quantia de R$ 1.040.000,00 ou frações, repassada pelo então administrador da OSCIP, com a finalidade de ocultar a origem, natureza e propriedade do dinheiro público desviado por intermédio da referida organização social. 

Estão foram cumpridos dois mandados de prisão preventiva, um mandado de prisão temporária e 16 mandados de busca e apreensão nas cidades de Manaus e Boca do Acre, no Amazonas, e também em Rio Branco, no Acre, além de 7 mandados de bloqueio de contas de pessoas físicas e jurídicas no montante de aproximadamente R$ 20 milhões. 

Nome da Operação:

Eminência parda é uma expressão utilizada para designar aquele que atua de forma oculta, “nos bastidores”, mas que detém grande poder de influência, de decisão e de mando. 

Será concedida coletiva de imprensa, às 13 horas, no Auditório da Superintendência Regional da Polícia Federal no Amazonas.