Empresário suspeito de lavagem de dinheiro para facção criminosa é preso em Piracicaba

Homem era último alvo foragido da Operação Alquimia, segundo a Polícia Civil. Ele é dono de uma indústria química de Capivari (SP).


Um empresário de 38 anos, dono de uma indústria química de Capivari (SP), foi preso na sexta-feira (15) suspeito de utilizar a empresa para lavagem de dinheiro para uma facção criminosa que atua dentro de fora de presídios. Segundo a Polícia Civil, o homem, que é membro da organização criminosa, era o último alvo foragido da Operação Alquimia, deflagrada em Sorocaba (SP) em maio.

A prisão foi feita pela Delegacia de Investigação Sobre Entorpecentes (Dise) de Piracicaba e pela Polícia Civil de Capivari. Segundo a polícia, o mandado de prisão preventiva contra ele, por extorsão, associação criminosa e sonegação fiscal, foi expedido pela 2ª Vara Criminal de Sorocaba.

Conforme a Dise, os investigadores chegaram à informação de que o empresário tinha se escondido em Piracicaba após a Operação Alquimia ser deflagrada. Antes, ele morava em Sorocaba.

O empresário foi preso em um apartamento no Centro. No local, também foram apreendidos um notebook, pendrives, dinheiro, cheques, promissórias, títulos de créditos, um HD externo e uma mala de documentos de interesse policial.

“[O empresário] teria comprado uma indústria química na cidade de Capivari para justamente ‘esquentar’ valores ilícitos”, afirma a Dise, em nota.

Houve também o cumprimento de um mandado de busca na empresa em Capivari, onde foram apreendidos documentos e computadores. O mandado também foi expedido pela Justiça de Sorocaba.

“Na apreensão de ontem, o grupo criminoso levou um duro golpe da Polícia Civil, totalizando um prejuízo de mais de R$ 2 milhões entre dinheiro, cheques, promissórias (obtidas por meio de extorsão) e títulos de créditos apreendidos”, aponta a Dise.

Operação Alquimia

A Operação Alquimia foi deflagrada no dia 16 de maio, em Sorocaba, com a prisão de suspeitos de de lavagem de dinheiro, formação de quadrilha, sonegação fiscal, extorsão, entre outros crimes.

Ao todo, oito mandados de prisão foram expedidos, sendo que cinco alvos foram presos em maio e outros dois em uma nova fase da operação, em julho. O último alvo foi preso em Piracicaba.

Segundo a polícia, o grupo teria movimentado mais de R$ 10 milhões em dois anos.