Em busca de recomeço, Odebrecht torna-se membro de pacto da ONU


A morte do ministro Teori Zavascki, relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal, pegou a Odebrecht no momento em que ela comemorava ter alcançado o nível ativo de participação no Pacto Global da ONU de combate às más práticas empresariais.

O Pacto Global da ONU visa mobilizar a comunidade internacional para a adoção, em suas práticas de negócios, de valores reconhecidos em áreas como o combate à corrupção.

O fato acontece dez meses depois de a empresa resolver colaborar com a Justiça, e após ela divulgar seu primeiro relatório no qual diz estar seguindo as diretrizes da Global Reporting Initiative (GRI) e os princípios do Pacto.

A Odebrecht aderiu ao pacto em junho do ano passado e tinha até o meio do ano para entregar esse primeiro relatório para se tornar ativa. A iniciativa é uma das várias na qual a empresa busca virar a página do seu envolvimento nos crimes de corrupção na Petrobras.

Como informado nesta semana pelo Blog, juízes auxiliares do falecido ministro Teori Zavascki, vítima de acidente aéreo nesta quinta (19), haviam antecipado para o final de janeiro a checagem das delações premiadas assinadas por 77 executivos e ex-dirigentes do grupo.

Essas entrevistas com os delatores têm o objetivo de analisar se foi respeitado o direito de defesa e se houve algum tipo de coação para que eles denunciassem os casos de corrupção que envolveram a Petrobras.

Agora se sabe que essas entrevistas e a homologação serão, no mínimo adiadas, já que a perda do Juiz altera pelo menos o ritmo do processo.