Detido ex-vice-presidente do Panamá por lavagem de dinheiro


O ex-vice-presidente do Panamá, Felipe Virzi, foi detido hoje de madrugada, por alegada lavagem de dinheiro, aumentando a lista de antigos colaboradores do ex-presidente Ricardo Martinelli, enclausurados por acusações de corrupção.

Virzi era associado de negócios de Martinelli e foi o seu vice-presidente de 1994 a 1999.

Os procuradores anticorrupção ordenaram a detenção de Virzi, alegando que recebeu cinco milhões de dólares para permitir a vitória de uma empresa equatoriana – Hidalgo & Hidalgo — num concurso para um sistema de irrigação.

Os acusadores alegaram que o dinheiro foi distribuído por vários contas, privadas e empresariais, associadas a Martinelli.

"Dizem que há lavagem de dinheiro. Mas não há qualquer lavagem de dinheiro, mesmo que se aceite as premissas da acusação", afirmou o advogado de Virzi, José Maria Castillo, a jornalistas.

Segundo os procuradores, o Estado pagou à empresa mais de 37 milhões de dólares, com Virzi a atuar como intermediário.

Depois de a Hidalgo & Hidalgo ter obtido o contrato de irrigação, pagou alegadamente cinco milhões de dólares a Virzi, que os repartiu com várias pessoas, incluindo Martinelli, ainda de acordo com os procuradores.

A detenção de Virzi segue-se à de vários antigos ministros e colaboradores próximos de Martinelli, que foi Presidente entre 2009 e 2014.

O próprio Martinelli, de 63 anos, está sob investigação do Supremo Tribunal do Panamá, num caso que envolve custos excessivos, da ordem de vários milhões de dólares, em contratos de serviços de alimentação para as escolas públicas.