Desarticulado bando de falsificadores do INSS


A Força-Tarefa da Previdência, formada pela Polícia Federal, Ministério da Previdência Social e Ministério Público Federal, realizou ontem a Operação Asilo. A ação teve a finalidade de cumprir 11 mandados de busca e apreensão nas cidades de São Luís e Barreirinhas, onde uma quadrilha de estelionatários já teria roubado mais de R$ 2 milhões dos cofres públicos.
 
Segundo o superintendente da Polícia Federal no Maranhão, Fernando Segóvia, o valor divulgado, no entanto, seria uma amostra, já que apenas 183 benefícios foram analisados. “Montamos um dossiê de todas as irregularidades praticadas pelo bando. A quadrilha agia como de costume. Utilizava-se de documentos falsos de idosos para adquirir os três primeiros meses de benefícios dos aposentados”, explicou Segóvia.
 
Esta foi a 11ª operação conjunta realizada no Maranhão com o Ministério da Previdência Social desde 2006, que detectou um prejuízo de R$ 2.246.695,59 aos cofres públicos. A quadrilha, ainda conforme a polícia, “não enganava os aposentados, pelo contrário, eram cientes da fraude e aceitavam participar do esquema por dificuldades financeiras”.
 
Entre os benefícios forjados na Previdência Social, listam-se pensões por morte concedidas sem o devido registro no sistema de óbitos, com as datas divergindo das registradas no sistema da Previdência Social. Os endereços eram quase sempre no interior do estado. Veículos e imóveis adquiridos com o dinheiro do golpe foram confiscados.
 
Investigação – Iniciadas em maio deste ano, as investigações revelaram que os dados eram transferidos no mesmo dia da concessão para os endereços dos quadrilheiros. Com isso, era possível forjar pensões por morte entre cônjuges. A desarticulação do bando foi coordenada pela Delegacia de Prevenção e Repressão a Crimes Previdenciários (Deleprev).
 
O delegado Cláudio Carvalho, que comandou a operação, informou que, apesar de identificados e localizados, os acusados não foram presos. “O núcleo dessa quadrilha estava instalado em São Luís. Identificamos três pessoas que já confessaram o crime e estão indiciadas. O restante agia no interior, com a preparação dos documentos falsos”, ressaltou o delegado.
 
Mais
 
Participaram da Operação Asilo 30 policiais federais e dois técnicos do Ministério da Previdência Social. A polícia também confirmou que a quadrilha atuava nos municípios de Urbano Santos, Belágua, Tutóia e Itapecuru-Mirim. A operação recebeu essa denominação em referência a um dos locais utilizados pelo bando, que era freqüentado assiduamente por idosos.